Vereador Jorge Oliveira afirma que estratégia eleitoral, reciprocidade e articulação política explicam alianças fora do município
O cenário político de Feira de Santana para as eleições de 2026 tem gerado debates, especialmente diante do apoio de vereadores a candidatos de outras cidades. Em entrevista ao programa De Olho Na Cidade, o vereador Jorge Oliveira explicou que a prática é comum e faz parte da dinâmica eleitoral, principalmente nas disputas para deputado estadual e federal.
Segundo ele, o processo eleitoral exige articulação que ultrapassa os limites municipais, já que nenhum candidato consegue se eleger apenas com votos de uma única cidade.
“Ninguém se elege simplesmente no seu município. Os candidatos precisam buscar votos em outras cidades para alcançar o coeficiente necessário”, destacou.

O vereador reconheceu que o tema gera críticas, mas ponderou que essa lógica também se aplica a candidatos de Feira de Santana.
“O candidato que é de Feira também precisa sair daqui para buscar votos em outros municípios”, afirmou.
Além da estratégia eleitoral, Jorge Oliveira revelou que as alianças políticas também são influenciadas por interesses e disputas locais.
“Se eu apoio alguém daqui e ele não se elege, pode voltar mais forte e disputar comigo depois”, disse.
Outro fator determinante, segundo o parlamentar, é a chamada “lei da reciprocidade”, que influencia diretamente na escolha dos candidatos apoiados.
“Quem ajuda, precisa de ajuda. Se alguém me deu suporte lá atrás, eu tenho que retribuir agora”, explicou.
Atualmente, o vereador declarou apoio a nomes como Thiago Gileno, para deputado estadual, e Adriano Lima, ex-prefeito de Serrinha, destacando que a decisão envolve tanto identificação política quanto compromissos firmados anteriormente.
“Foi quem me procurou quando eu precisei. Agora estou retribuindo”, reforçou.
Apesar das definições para deputados, Jorge Oliveira afirmou que ainda não decidiu seus apoios para o Senado e que a posição será construída junto ao seu grupo político, liderado pelo ex-prefeito Zé Ronaldo de Carvalho.
“Ainda não tive essa conversa finalizatória. Vamos tratar disso com o nosso líder político”, disse.
Sobre o cenário estadual, o vereador indicou que seguirá a orientação do grupo, mas ressaltou a importância de manter uma relação institucional com o governo da Bahia, atualmente liderado por Jerônimo Rodrigues.
“Quem pode trazer obras para o município é o governador. A política passa, mas as necessidades do povo ficam”, pontuou.
Ele também comentou a atuação do senador Ângelo Coronel, destacando a aproximação com lideranças municipais.
“Nunca teve um senador que fez o que ele fez, de conversar diretamente com vereadores”, afirmou.
No cenário nacional, Jorge Oliveira avaliou que a polarização deve continuar nas eleições de 2026, com protagonismo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Tem um, tem outro e vão surgindo novos nomes”, analisou.
Entre possíveis alternativas, ele citou nomes como o senador Flávio Bolsonaro, o governador Ronaldo Caiado e o escritor Augusto Cury.
“São nomes que a gente vai analisando, pensando no futuro do país”, concluiu.