26/06/2026
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Bahia tem um dos menores salários médios do país e fica abaixo da média nacional, aponta IBGE

Levantamento revela desigualdade regional na remuneração do trabalho formal no Brasil

Redação: De olho na cidade
sexta-feira, 26 de junho de 2026 às 07:47
Imagem de Bahia tem um dos menores salários médios do país e fica abaixo da média nacional, aponta IBGE

A remuneração média dos trabalhadores baianos permanece abaixo da média nacional, segundo dados do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), analisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. No estado, o rendimento médio é de R$ 3.155,30, enquanto o valor médio no país chega a R$ 3.932,45, indicando uma diferença significativa entre a Bahia e outras regiões brasileiras.

O estudo mostra ainda que os maiores salários estão concentrados principalmente nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, com destaque para o Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo, que lideram o ranking nacional. Já as menores remunerações continuam concentradas no Norte e Nordeste, reforçando a disparidade histórica na distribuição de renda do trabalho formal.

Dentro desse cenário, a Bahia aparece na 20ª posição entre os estados brasileiros. Apesar de ocupar uma posição intermediária no ranking, o estado ainda fica distante das unidades federativas com melhores salários, especialmente o Distrito Federal, que lidera com ampla vantagem.

Outro ponto destacado pelo levantamento é que a maior parte dos trabalhadores brasileiros está inserida em setores com remuneração abaixo da média nacional. Segundo o IBGE, seis dos dez segmentos com maior número de empregados pagam menos que R$ 3.932,45. Esses setores concentram mais de 48,9 milhões de trabalhadores, o que representa mais de 90% dos assalariados do país.

Ranking de salários médios por estado (IBGE)

O levantamento também detalha a posição de cada unidade federativa. Veja os destaques:

  • Distrito Federal: R$ 6.845,13
  • Rio de Janeiro: R$ 4.501,35
  • São Paulo: R$ 4.423,04
  • Rio Grande do Sul: R$ 3.841,48
  • Mato Grosso do Sul: R$ 3.798,16
  • Santa Catarina: R$ 3.777,55
  • Paraná: R$ 3.731,30
  • Mato Grosso: R$ 3.701,29
  • Amazonas: R$ 3.627,07
  • Rondônia: R$ 3.615,18
  • Roraima: R$ 3.565,09
  • Acre: R$ 3.464,80
  • Tocantins: R$ 3.397,52
  • Amapá: R$ 3.390,20
  • Minas Gerais: R$ 3.387,03
  • Espírito Santo: R$ 3.380,06
  • Goiás: R$ 3.318,35
  • Pará: R$ 3.297,83
  • Sergipe: R$ 3.167,43
  • Bahia: R$ 3.155,30
  • Rio Grande do Norte: R$ 3.131,49
  • Maranhão: R$ 2.999,87
  • Pernambuco: R$ 2.992,65
  • Piauí: R$ 2.987,94
  • Paraíba: R$ 2.969,49
  • Ceará: R$ 2.924,00
  • Alagoas: R$ 2.720,88
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