Especialista destaca renda familiar como principal fator de corte ou negativa pelo INSS
No quadro Direito em Pauta, a advogada previdenciária Vitória Schindler esclareceu dúvidas sobre o BPC-LOAS (Benefício de Prestação Continuada) e alertou para os principais fatores que podem levar à negativa ou ao corte do pagamento pelo INSS.
A advogada explicou que o BPC é um benefício assistencial previsto na Lei Orgânica da Assistência Social.
“O BPC Loas é um benefício assistencial, destinado a pessoas de baixa renda, idosos acima de 65 anos ou pessoas com deficiência, incluindo impedimentos de longo prazo”, destacou.
Segundo ela, o valor pago é de um salário mínimo, mas o benefício não dá direito a 13º salário nem pensão por morte.
“Ele é pago pelo INSS, mas não gera outros benefícios previdenciários”, completou.
Dra. Vitória reforçou que muitas pessoas confundem o BPC com aposentadoria.
“A aposentadoria é um benefício previdenciário, com 13º e possibilidade de pensão por morte. Já o BPC é assistencial e não tem esses direitos”, explicou.
Ela também comentou que há discussões sobre mudanças futuras em perícias para casos de deficiência permanente, mas que ainda não há definição.
Um dos principais alertas da advogada é o critério de renda, frequentemente ignorado pelos solicitantes.
“O principal critério que muitas vezes é negligenciado é a renda. Ela não pode ultrapassar um quarto do salário mínimo por pessoa da família”, afirmou.
Ela reforçou ainda a importância do CadÚnico atualizado.
“Todas as pessoas do grupo familiar precisam estar no CadÚnico, com renda e composição familiar corretamente informadas”, disse.
A advogada chamou atenção para casos de informações incorretas sobre união estável ou composição familiar.
“Tudo hoje é cruzado pelo sistema. Qualquer divergência pode gerar problema no benefício”, alertou.
Segundo a especialista, o motivo mais comum de suspensão do BPC é a mudança na renda familiar.
“O principal motivo de corte é a renda. Quando alguém da família começa a trabalhar ou há alteração na renda, o INSS reavalia o benefício”, explicou.
Ela também citou a relação com outros programas sociais.
“Em alguns casos, o recebimento do Bolsa Família pode interferir no BPC, dependendo da renda total da família”, disse.
Dra. Vitória explicou que o INSS realiza cruzamento de dados e pode solicitar comprovação quando identifica alterações.
“O sistema está tudo interligado. Qualquer mudança significativa pode ser detectada e gerar exigência de comprovação”, afirmou.
Ela destacou que podem ocorrer visitas sociais ou perícias para confirmação das informações.
Entre os principais erros, a advogada citou:
“Muita gente erra ao não apresentar documentação correta ou não cumprir exigências do INSS, o que leva à negativa do benefício”, explicou.
Dra. Vitória reforçou que ainda é possível recorrer em casos de negativa ou suspensão.
“É fundamental procurar um advogado previdenciário para analisar o processo administrativo e identificar o que aconteceu”, orientou.
Segundo ela, muitos indeferimentos ocorrem por falhas na documentação apresentada.
“Nem sempre o erro é do INSS. Muitas vezes faltam documentos ou não foi cumprida alguma exigência”, completou.
Ela também destacou a possibilidade de ação judicial.
“É possível recorrer administrativamente ou até pela Justiça Federal”, afirmou.
A advogada reforçou a importância da informação e do acompanhamento especializado.
“Informação é tudo. Procurar orientação correta evita erros e garante mais segurança para quem depende do benefício”, concluiu.
A Dra. Vitória Schindler pode ser encontrada nas redes sociais, onde também compartilha orientações sobre benefícios previdenciários e esclarece dúvidas da população.