Governo federal analisa novas etapas de cooperação internacional e aguarda demandas oficiais para definir o envio de recursos e equipes.
O governo brasileiro avalia expandir o apoio humanitário prestado à Venezuela após os terremotos que devastaram áreas do país há cerca de duas semanas. Em reunião realizada nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes da equipe ministerial discutiram a continuidade das ações de socorro e reconstrução, embora nenhuma medida adicional tenha sido anunciada ao fim do encontro.
A estratégia é que as próximas iniciativas sejam definidas em sintonia com as necessidades apresentadas pelas autoridades venezuelanas. Participaram das discussões representantes da diplomacia, da Casa Civil, do Desenvolvimento Agrário e das Forças Armadas, responsáveis pela coordenação da resposta brasileira.
Os abalos sísmicos registrados no fim de junho causaram severos danos no norte da Venezuela, incluindo a capital Caracas. O balanço oficial mais recente aponta 3.889 vítimas fatais e quase 17 mil feridos.
Na etapa inicial da operação, o Brasil mobilizou seis voos humanitários e enviou cerca de 60 toneladas de alimentos, medicamentos e equipamentos. A missão também contemplou a instalação de um hospital de campanha, sistemas de purificação de água e o deslocamento de militares, bombeiros e especialistas em defesa civil e telecomunicações.
Além da situação venezuelana, o governo analisou a possibilidade de ampliar a cooperação com Cuba. A avaliação é de que o agravamento das dificuldades econômicas e energéticas no país caribenho, marcado por sucessivos apagões e pelo aumento da insegurança alimentar, demanda atenção adicional. As iniciativas brasileiras de ajuda internacional seguem sob coordenação da Agência Brasileira de Cooperação, em parceria com diversos ministérios.