Presidente Marcos Lima detalha auditoria e envio do processo ao Ministério Público; discussão entre vereadores marca sessão
A situação do prédio anexo da Câmara Municipal de Feira de Santana voltou ao centro dos debates nesta quarta-feira (06), após uma discussão em plenário envolvendo parlamentares e questionamentos sobre possíveis irregularidades na execução da obra. O presidente da Casa, Marcos Lima, afirmou que o processo está atualmente sob responsabilidade dos órgãos competentes, enquanto a Câmara aguarda o desfecho de uma nova licitação.
Segundo Marcos Lima, 24 empresas se credenciaram para participar do processo licitatório, considerado fundamental para a retomada e conclusão da obra. Ele destacou que, ao assumir a presidência, encontrou o projeto paralisado.
“A obra, quando a gente assumiu, estava parada. Convocamos a empresa para retornar, mas ela não voltou. Fizemos uma auditoria e constatamos pagamentos por serviços que não foram realizados”, explicou.

Diante da situação, a gestão atual adotou medidas administrativas internas, incluindo a abertura de processo e a realização de auditoria. Todo o material foi encaminhado ao Ministério Público e à Prefeitura de Feira de Santana, responsáveis por dar continuidade às investigações e eventuais responsabilizações.
“Fizemos tudo que manda a lei: convocamos a empresa, abrimos processo administrativo, realizamos auditoria e encaminhamos aos órgãos responsáveis. A Câmara não tem poder de polícia para punir”, afirmou o presidente.
Marcos Lima também ressaltou que os recursos eventualmente recuperados não retornam à Câmara, mas sim ao município.
“A Câmara vive do duodécimo. Qualquer valor recuperado vai para a Prefeitura. Nosso papel foi cumprido dentro da legalidade”, pontuou.
De acordo com o presidente, tanto a auditoria quanto o processo administrativo já foram finalizados internamente, restando agora a atuação dos órgãos externos.
“A Câmara não tem mais nada a fazer em relação a essa situação. Se houver solicitação do Ministério Público, estamos à disposição para colaborar”, disse.
Ele ainda destacou que o caso já estava em andamento antes mesmo de sua gestão.
“Esse processo já estava no Ministério Público quando eu cheguei. Não foi necessário nem dar entrada, já estava lá”, completou.
O tema ganhou repercussão após um embate em plenário entre a vereadora Eremita Mota e o vereador José Carneiro.
Durante a sessão, Eremita Mota negou qualquer irregularidade em sua gestão à frente da Câmara e afirmou nunca ter sido notificada pela Justiça.
“Até hoje eu nunca recebi nenhuma comunicação da Justiça com relação à minha presidência. Tenho seis mandatos nesta casa e nunca fui sequer citada”, declarou.
Já José Carneiro fez acusações, afirmando que houve desvio de recursos na reforma do prédio anexo.
“Essa senhora tem uma acusação de ter desviado 1 milhão e 400 mil da reforma do prédio anexo”, disse o vereador.
*Com informações da repórter Isabel Bomfim