Declarações ocorrem após início das penas do Núcleo 1
A ministra Cármen Lúcia afirmou, em evento literário no Rio, que a democracia exige vigilância diária contra impulsos autoritários. Ela comparou a ditadura a ervas daninhas que ameaçam o ambiente democrático. As declarações ocorreram neste sábado (29), após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar o início das penas dos condenados do Núcleo 1 da tentativa de golpe, formado por Jair Bolsonaro, militares e ex-integrantes do governo.
Segundo a ministra, documentos revelaram planos contra autoridades. “Primeira vítima de qualquer ditadura é a Constituição”, disse. Ela destacou que golpistas pretendiam “neutralizar” ministros do STF. “Neutralizar é nem poder ter rugas, porque mata a pessoa antes, ainda jovem”, afirmou.
No debate, Cármen Lúcia reforçou a importância de discutir democracia em espaços culturais amplos, como a Casa de Rui Barbosa. “Aqui é um espaço que permite que a sociedade se reúna, debata, reflita”, declarou. Para ela, ambientes literários ampliam o alcance dessas discussões.
A ministra lembrou o compromisso histórico da instituição com a defesa de direitos. Também citou o início do cumprimento das penas dos sete condenados por crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e deterioração de patrimônio tombado, além da inelegibilidade de oito anos definida pela Primeira Turma do STF.