Evento destacou depoimentos e reconhecimento ao legado do primeiro reitor da Universidade Estadual de Feira de Santana
A celebração dos 100 anos de Geraldo Leite ganhou um momento especial nesta quarta-feira (29), durante almoço realizado na Churrascaria Los Pampas, em Feira de Santana. O evento reuniu autoridades, acadêmicos e representantes de instituições para homenagear o médico e educador que marcou a história da cidade. A cobertura foi conduzida pelo radialista Jorge Biancchi, que acompanhou de perto as homenagens.
Em clima de celebração e gratidão, o próprio homenageado falou sobre o segredo para alcançar o centenário com disposição e lucidez.
“Ter uma esposa como eu tenho, cujo amor, dedicação e carinho me fazem tão feliz. A receita é exatamente essa: um bom casamento”, afirmou.

Ao comentar sobre a homenagem recebida das instituições feirenses, Geraldo Leite demonstrou emoção.
“É uma emoção, um prazer imenso. Uma felicidade estar com as minhas academias de Feira de Santana. O carinho que eles têm por mim, é um dia memorável”, disse.
Ele também relembrou a luta pela implantação da Universidade Estadual de Feira de Santana e fez questão de dividir os méritos com a população.
“A universidade não foi uma ideia minha, foi do povo de Feira de Santana. Eu fui apenas o portador desse anseio. Quando instalamos, em 1976, Feira tinha cerca de 100 mil habitantes. Hoje é uma cidade que se aproxima de um milhão. Grande parte desse crescimento se deve à universidade”, destacou.
Segundo ele, a instituição se tornou um dos principais instrumentos de transformação social.
“A universidade já preparou profissionais não só para Feira e para a Bahia, mas para todo o Brasil. Isso é uma vitória, isso é uma glória”, completou.

Representando as instituições organizadoras, o professor Josué Mello ressaltou o sentimento coletivo da homenagem.
“Estamos reunidos expressando o sentimento de gratidão dessa cidade pela vida de doutor Geraldo Leite. Uma trajetória que trouxe transformações e desenvolvimento para Feira de Santana”, afirmou.
Ele também destacou o impacto da criação da universidade.
“A semente plantada por Geraldo Leite foi uma semente boa. Por isso prosperou. Hoje temos uma universidade reconhecida como uma das melhores do país”, pontuou.
O professor ainda enfatizou a atuação contínua do homenageado na promoção da educação e da cultura.
“Ele é um homem comprometido com o desenvolvimento humano, criando academias, reunindo pessoas para pensar o futuro. Ao longo da vida, só produziu frutos”, disse.
O médico e professor João Batista de Cerqueira também destacou o exemplo deixado por Geraldo Leite.
“Ele é um realizador, um vitorioso, um homem que construiu o bem ao longo da sua trajetória. Plantou tanto bem que chega aos cem anos como exemplo para todos nós”, declarou.

Já o ex-prefeito de Feira de Santana José Raimundo de Azevedo reforçou a importância histórica da atuação do educador.
“Feira de Santana tem dois períodos: antes e depois da universidade. Graças a Geraldo Leite, esse desenvolvimento foi possível”, afirmou.
A professora Lélia Vitor Fernandes, responsável por registrar a trajetória do homenageado em obras biográficas, destacou a dimensão de seu legado.
“O livro imortaliza a pessoa e ele, com sua carreira como médico, educador e criador de academias, já está eternizado. Criou mais de 80 academias rotarianas pelo mundo”, revelou.
A presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana, Liacélia Pires Leal, resumiu o sentimento do evento.
“É uma grande emoção homenagear os cem anos de doutor Geraldo. É uma honra para todos nós estarmos aqui celebrando sua vida”, disse.