Abono salarial e datas festivas devem fortalecer o consumo no comércio local
O comércio de Feira de Santana já está mobilizado para um dos períodos mais importantes do ano para o setor: o Dia das Mães. Considerada a segunda melhor data para as vendas, atrás apenas do Natal, a expectativa é de crescimento moderado, mas com possibilidade de superar a média estadual.
De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio de Feira de Santana (Sicomércio), Marco Silva, o período entre maio e junho vem sendo tratado de forma estratégica, unificando datas importantes para o varejo.
“O Natal ainda é o primeiro, principalmente por causa do 13º salário. Mas maio já começa com o Dia das Mães e segue com Namorados, São João e São Pedro. Esse período, pela sua importância, começa a ser tratado com uma visão única”, explicou.
Segundo ele, o comércio local está preparado para atender à demanda, com lojas estruturadas e equipes treinadas.
“As lojas estão preparadas, as equipes estão treinadas. Diria que o comércio de Feira de Santana está pronto.”
O setor enfrentou dificuldades no começo de 2026, com retração no emprego nos primeiros meses. No entanto, o cenário começou a mudar a partir de março.
“Tivemos um aumento não tão bom no início do ano, com retração do emprego no comércio. Isso já foi revertido e a gente acredita que essa retomada começou desde o meio de março.”
Outro fator que deve impulsionar as vendas é o pagamento do abono salarial dos comerciários.
“Até o dia 7 de maio será paga a primeira parcela do abono salarial, o que também vai fortalecer o Dia das Mães.”
As projeções da Fecomércio indicam crescimento de cerca de 4% nas vendas na Bahia, número próximo da inflação. Em Feira de Santana, a expectativa é ainda mais positiva.
“A gente está muito pé no chão. Sabe da taxa alta de juros, do endividamento das famílias. Mas Feira vem surpreendendo. Trabalhamos com a possibilidade de chegar a 5% ou 6%, o que é muito bom.”
Outro elemento que deve aquecer o comércio é a realização da Copa do Mundo, que coincide com o período junino.
“Esse ano é atípico. Temos Copa do Mundo, que vai impulsionar vendas de camisas, televisores e aparelhos de som, casando com o São João. Isso deve aquecer ainda mais o comércio.”
Segundo Marco Silva, os horários dos jogos, previstos para a noite, não devem prejudicar o funcionamento do comércio.
“Não acreditamos em impacto negativo, porque os jogos serão à noite. Isso tende a fortalecer as vendas.”
A expectativa positiva se estende para o restante do ano, impulsionada também pelo período eleitoral.
“Com a chegada das eleições, geralmente circula mais dinheiro. Isso também pode alimentar o consumo.”
Para atender ao aumento na demanda, o comércio de Feira terá horário ampliado nos dias que antecedem a data.
“A partir de quinta-feira, o comércio funciona até às 19h, no sábado até às 18h e no domingo até às 14h, permitindo também que o comerciário possa almoçar com as mães.”
Em todo o Brasil, o Dia das Mães deve movimentar fortemente a economia. Segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do SPC Brasil, cerca de 127 milhões de brasileiros devem ir às compras. A estimativa é de que 78% dos consumidores presenteiem na data, gerando uma movimentação superior a R$ 37 bilhões, com gasto médio de R$ 294 por pessoa.
Com cenário de cautela, mas também de expectativa positiva, o comércio feirense aposta na força das datas comemorativas para impulsionar a economia local.
“Estamos otimistas, com os pés no chão, mas acreditando que Feira de Santana, mais uma vez, vai surpreender positivamente”, concluiu.
*Com informações do repórter Rafael Marques