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Conflito no Oriente Médio preocupa brasileiros e pode pressionar preços, aponta pesquisa

Maioria da população teme alta de preços e efeitos no custo de vida diante da escalada do conflito internacional

Redação:
quinta-feira, 23 de abril de 2026 às 16:35
Imagem de Conflito no Oriente Médio preocupa brasileiros e pode pressionar preços, aponta pesquisa

Uma pesquisa da Ipsos-Ipec divulgada nesta semana revela que 90% dos brasileiros acreditam que o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã deve impactar a economia do país. Segundo o levantamento, 65% avaliam que os efeitos serão “muito significativos”, enquanto 25% consideram que o impacto será “um pouco”. Apenas 6% acreditam que não haverá impacto na economia brasileira, e 5% não souberam ou não responderam.

Para o economista Gesner Brehmer, a percepção da população reflete uma preocupação real com os desdobramentos econômicos do conflito internacional, especialmente por conta do papel estratégico do petróleo.

“Essa percepção é bastante verdadeira e importante para o momento que estamos vivendo. Esse conflito tem um pano de fundo econômico muito forte, que é o domínio do petróleo”, explicou.

O especialista destaca que o Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã, é um dos principais pontos de escoamento da produção mundial da commodity.

“Por ali passa cerca de 20% do petróleo produzido no mundo. Qualquer conflito nessa região afeta diretamente a oferta, ou seja, a produção e a distribuição de petróleo”, afirmou.

Segundo Gesner, a redução da oferta global tende a elevar os preços do petróleo, o que desencadeia um efeito em cadeia na economia.

“O petróleo é um insumo essencial para praticamente tudo. Quando o preço dele sobe, outros produtos também sobem, como alimentos, carros e combustíveis. Isso impacta diretamente o bolso do consumidor”, pontuou.

O economista ainda alerta que a duração do conflito pode agravar os efeitos econômicos.

“Quanto mais a guerra se prolonga, maiores são os impactos não só no Brasil, mas no mundo inteiro. É algo que exige atenção constante”, concluiu.

*Com informações da repórter Isabel Bomfim

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