Redução das chuvas e menor capacidade de geração hidrelétrica motivaram mudança; consumidores pagarão valor adicional nas faturas de energia
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (29) a adoção da bandeira tarifária amarela nas contas de energia elétrica referentes ao mês de junho. Com a mudança, os consumidores passarão a pagar um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Segundo a agência reguladora, a alteração ocorre devido à diminuição das chuvas durante a transição entre o período chuvoso e o período seco, situação que reduz a capacidade de produção das usinas hidrelétricas. Com isso, torna-se necessário o acionamento de usinas termelétricas, cuja geração possui custo mais elevado.
Nos primeiros quatro meses de 2026, a bandeira tarifária permaneceu verde, sem custos extras para os consumidores, favorecida pelas boas condições de geração de energia elétrica no país. Agora, diante da mudança no cenário climático, a Aneel decidiu retomar a cobrança adicional.
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias informa aos consumidores as condições de geração de energia no Brasil e os custos envolvidos. Enquanto a bandeira verde representa ausência de cobrança extra, a amarela prevê um acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos.
Em situações mais críticas, quando há necessidade maior de geração por fontes mais caras, a bandeira vermelha pode ser acionada. No patamar 1, a cobrança extra é de R$ 4,46 por 100 kWh, enquanto no patamar 2 o valor chega a R$ 7,87.
Após um período marcado por bandeiras vermelhas entre junho e novembro de 2025 e amarela em dezembro, o sistema havia retornado à bandeira verde no início de 2026. A mudança anunciada para junho reflete a piora nas condições de geração de energia elétrica no país.