10/06/2026
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Crédito consignado tem mudanças em 2026; especialista explica regras e impactos para aposentados do INSS

Reajuste do salário mínimo amplia limite de crédito para aposentados e pensionistas, sem alteração nos percentuais da margem consignável

Redação:
terça-feira, 17 de março de 2026 às 10:03
Imagem de Crédito consignado tem mudanças em 2026; especialista explica regras e impactos para aposentados do INSS

Desde o inicio de 2026, aposentados e pensionistas do INSS passaram a contar com uma margem consignável maior para contratação de crédito. A mudança já está em vigor desde janeiro e é resultado direto do reajuste do salário mínimo, que elevou o valor dos benefícios e, consequentemente, o limite disponível para empréstimos com desconto em folha.

De acordo com o advogado Juracy Dantas Junior, o crédito consignado continua sendo uma das modalidades mais acessíveis do mercado, justamente por ter o pagamento garantido diretamente no benefício ou salário.

“O crédito consignado funciona com desconto em folha de pagamento, deduzido diretamente do salário ou benefício antes mesmo de ser depositado na conta do tomador”, explicou.

Atualmente, a chamada “regra de ouro” do consignado para beneficiários do INSS permite o comprometimento de até 45% da renda mensal. Esse percentual é dividido da seguinte forma:

  • 35% para empréstimo consignado tradicional
  • 5% para cartão de crédito consignado (RMC)
  • 5% para cartão benefício

Segundo o advogado, essa estrutura não mudou em 2026.

“A grande novidade de 2026 não é a mudança nessas porcentagens, que continuam as mesmas, mas sim o aumento do valor da base de cálculo. É aqui que a mágica acontece”, destacou.

O que mudou em 2026

O principal impacto veio com o reajuste do salário mínimo, que passou de R$ 1.518 para R$ 1.621. Como a margem consignável é calculada com base no valor do benefício, o aumento elevou automaticamente o limite disponível para contratação.

Na prática, isso significa que aposentados e pensionistas podem:

  • Contratar empréstimos com valores maiores
  • Refinanciar contratos já existentes
  • Fazer portabilidade para taxas menores
  • Substituir dívidas mais caras por crédito consignado

“Com o aumento do salário mínimo, o beneficiário passa a ter mais limite disponível sem ultrapassar o percentual permitido, o que amplia o acesso ao crédito com juros mais baixos”, pontuou Juracy.

A nova margem já está liberada para:

  • Aposentados
  • Pensionistas do INSS
  • Beneficiários do BPC/LOAS (com regras específicas)

Para contratar, é necessário que o benefício esteja desbloqueado para empréstimos. Caso contrário, o desbloqueio pode ser solicitado pelos canais oficiais do INSS.

O consignado segue sendo uma opção atrativa por oferecer:

  • Juros menores em comparação a outras linhas de crédito
  • Prazos mais longos, podendo chegar a até 144 meses em alguns casos
  • Facilidade de aprovação, inclusive para negativados

Apesar das vantagens, o advogado faz um alerta:

“O consignado é uma ferramenta útil, mas precisa ser usado com responsabilidade. Mesmo com mais limite, é fundamental planejamento para evitar o superendividamento.”

Com a nova margem já em vigor desde o início do ano, milhões de beneficiários passaram a ter maior poder de contratação. A medida cria uma oportunidade para reorganização financeira, especialmente para quem busca trocar dívidas com juros altos por condições mais acessíveis.

A recomendação é que o consumidor consulte sua margem atualizada, simule opções e avalie cuidadosamente antes de assumir novos compromissos financeiros.

*Com informações da repórter Isabel Bomfim

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