26/06/2026
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De Olho na Cidade
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Desemprego atinge menor nível para maio e mercado de trabalho mantém trajetória de crescimento

Levantamento do IBGE mostra aumento no número de trabalhadores ocupados, avanço da renda e redução do contingente de pessoas em busca de emprego.

Redação: De olho na cidade
sexta-feira, 26 de junho de 2026 às 16:02
Imagem de Desemprego atinge menor nível para maio e mercado de trabalho mantém trajetória de crescimento

O mercado de trabalho brasileiro apresentou mais um resultado positivo em maio. A taxa de desemprego caiu para 5,6%, estabelecendo o menor índice já registrado para o mês desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa uma nova melhora em relação ao trimestre encerrado em abril, quando a taxa era de 5,8%, além de ficar abaixo do percentual observado em maio do ano passado, que alcançava 6,2%. O desempenho também confirmou as expectativas do mercado financeiro.

Mesmo com a redução da taxa de desemprego, o número de pessoas sem ocupação permaneceu praticamente estável na comparação trimestral, passando de 6,2 milhões para 6,1 milhões. Já na comparação com o mesmo período de 2025, houve uma diminuição significativa de 624 mil brasileiros procurando trabalho, equivalente a uma queda de 9,3%.

Enquanto isso, o total de pessoas empregadas continuou avançando. O país chegou a 102,7 milhões de trabalhadores ocupados, com crescimento de 558 mil vagas em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, o mercado incorporou 840 mil novos trabalhadores, reforçando o movimento de expansão do emprego.

Outro indicador que manteve desempenho positivo foi a renda do trabalhador. O rendimento médio real permaneceu em R$ 3.726, sem alterações relevantes frente ao trimestre anterior, mas registrando crescimento de 4% na comparação com maio de 2025, indicando ganho no poder de compra dos trabalhadores.

A soma dos rendimentos recebidos por toda a população ocupada também permaneceu em patamar elevado. A massa de rendimento real habitual alcançou R$ 377,7 bilhões, mantendo estabilidade na comparação trimestral e apresentando avanço em relação ao mesmo período do ano passado, reflexo do aumento do número de pessoas empregadas e da evolução da renda média.

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