Empresário feirense analisa possível aumento de tarifas sobre produtos brasileiros e destaca necessidade de diálogo bilateral para evitar prejuízos ao comércio exterior.
O empresário feirense Carlos Medeiros avaliou em entrevista os impactos do chamado tarifaço anunciado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Ele também destacou a importância de negociações diplomáticas e técnicas entre os dois países para evitar prejuízos ao setor produtivo.
Medeiros demonstrou preocupação com a possibilidade de elevação de tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros, o que, segundo ele, pode afetar diretamente o mercado exportador.
“Eu acho que está todo mundo aguardando com ansiedade, porque essas tarifas que podem chegar até 25% numa grande quantidade de produtos só prejudica o nosso mercado”, afirmou.
Para ele, o debate não deve ser politizado, mas conduzido com foco econômico e comercial.
“Mais uma vez tentam levar isso para uma bandeira ideológica, mas não tem nada a ver com questão política. Os Estados Unidos estão preocupados com o mercado deles”, disse.
O empresário lembrou ainda que há mecanismos de reciprocidade em discussão e um processo de negociação em andamento.
“Agora encontraram um novo mecanismo através do poder executivo para buscar reciprocidade em tarifa”, explicou.
Carlos avaliou de forma positiva a criação de uma câmara bilateral de comércio entre Brasil e Estados Unidos, voltada à análise dos impactos das medidas tarifárias.
“Eu acho isso uma atitude muito bacana, para discutir de maneira técnica realmente os impactos e o que pode ser feito”, destacou.
Ele ressaltou que existem prazos em curso para decisões sobre o tema e alertou para a importância do Brasil manter posição estratégica nas negociações.
“Até o dia 15 você tem uma decisão definitiva em relação a isso. É uma grande preocupação porque os Estados Unidos são o segundo maior parceiro de exportação do Brasil”, afirmou.
Apesar de ver avanços no diálogo, o empresário criticou o que considera um excesso de embates políticos entre os governos, o que, segundo ele, pode prejudicar as negociações.
“Quanto menos embate você tiver, melhor numa situação de comércio e negociação”, avaliou.