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Especialista analisa ataque de cachorro em condomínio e alerta para cuidados com criação

Marcelo André Azevedo, adestrador e proprietário do Canil Azevedo, analisou o caso, destacando a importância de se entender o comportamento dos animais e a responsabilidade dos tutores.

Por Rafa
segunda-feira, 15 de julho de 2024 às 08:09
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No último final de semana, câmeras de segurança e moradores registraram o momento em que um cachorro fugiu e atacou pessoas em um condomínio fechado no bairro Villa Olímpia. O incidente deixou o porteiro e dois jovens feridos.

Marcelo André Azevedo, adestrador e proprietário do Canil Azevedo, analisou o caso, destacando a importância de se entender o comportamento dos animais e a responsabilidade dos tutores.

“É uma situação lamentável, a gente não espera esse tipo de comportamento de um cachorro, mas a questão toda não é só a raça. A gente está crucificando o cachorro como perigoso, mas a raça não é perigosa. Tem que ver como o cachorro foi criado”, explicou Marcelo.

Segundo Marcelo, o instinto de caça presente em todos os animais pode ser estimulado em situações de estresse, como quando o cachorro se solta.

“Todo animal tem o instinto de caça. Como ele estava solto, ele foi atacar, e as pessoas não sabem como se defender. O comportamento dele é aquele, certo? Como qualquer outro cachorro, seja um vira-lata, um rottweiler, um pastor alemão.”

Marcelo ressaltou que a criação e adestramento adequados são fundamentais para prevenir comportamentos agressivos.

“Eu vejo as pessoas falando que o pitbull é um cachorro assassino, perigoso. Não é assim. Eu já criei a raça. A partir do momento que você sabe criar o cachorro e procura adestrar, isso não aconteceria.”

Sobre a criação de cães de grande porte em condomínios, Marcelo destacou a responsabilidade dos tutores em garantir a segurança dos demais moradores.

“Primeiro, quando você vai para um condomínio, não tem necessidade de ter um cão de guarda. O tutor que morava numa residência de bairro e resolve comprar uma casa num condomínio vai levar o cachorro dele, mas a responsabilidade é do tutor de garantir que o cachorro esteja seguro, com barreiras adequadas. Muitas vezes, um portãozinho com um ferrolho frouxo é o suficiente para causar problemas.”

Marcelo aproveitou a oportunidade para orientar os tutores sobre a importância do adestramento e da socialização dos cães.

“Quando for pensar em comprar um cachorro, procure adestrar e buscar orientação de um profissional. Criar um animal sem entender as necessidades dele pode resultar em problemas para você e para a sociedade. É fundamental evitar comportamentos agressivos desde o início, com socialização e adestramento.”

Ele ainda alertou sobre práticas que podem estimular a agressividade nos cães, como brincadeiras inadequadas. “Esse negócio de fazer cabo de guerra, muita gente gosta de brincar assim, mas tudo isso estimula a agressividade.”

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