A unidade da rede municipal de saúde de Feira de Santana conquistou o 12º lugar no ranking
A Unidade de Pronto Atendimento Elizabete Dias Marques, a UPA da Queimadinha, ficou entre as 20 unidades de saúde que mais realizaram captação de córneas na Bahia em 2025. A unidade da rede municipal de saúde de Feira de Santana conquistou o 12º lugar no ranking que reúne hospitais e serviços de saúde de Salvador, Região Metropolitana e interior do estado.
No ano passado, a UPA da Queimadinha contabilizou 23 córneas captadas, possibilitando que 46 pacientes recuperassem a visão por meio do transplante. O desempenho garantiu à unidade, ainda no primeiro trimestre do ano, o certificado “SIM Solidário”, concedido pelo Banco de Olhos da Bahia em reconhecimento às oito doações registradas no período.
Somente entre janeiro e abril deste ano, foram registradas 11 captações de córneas, beneficiando 22 pacientes.
O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, destacou que o resultado demonstra o comprometimento das equipes da rede municipal com a humanização do atendimento e o fortalecimento da cultura da doação de órgãos e tecidos.
“Esse reconhecimento mostra que a UPA da Queimadinha vai além do atendimento de urgência e emergência. Existe um trabalho sério, humano e comprometido com a vida, realizado por profissionais que acolhem as famílias e ajudam a transformar a dor em esperança para pessoas que aguardam por um transplante”, afirmou.
Para a diretora da unidade, Emanoela Souza, o reconhecimento é resultado do esforço coletivo da equipe multiprofissional e da sensibilidade das famílias que autorizam a doação em momentos delicados.
“Receber essa homenagem pelos 20 anos do Banco de Olhos da Bahia torna esse momento ainda mais especial e reforça que estamos no caminho certo: cuidando de vidas com humanidade e propósito”, afirmou.
Segundo Emanoela Souza, a identificação dos potenciais doadores ocorre por meio da notificação passiva e da busca ativa realizada pela equipe da unidade.
“Todo paciente que vai a óbito entre 2 e 75 anos, em até seis horas após a parada cardiorrespiratória — ou até 12 horas, caso o corpo esteja totalmente refrigerado — pode ser um potencial doador de tecidos oculares, mesmo sem diagnóstico de morte encefálica”, explicou.
A diretora reforçou ainda que a notificação dos potenciais doadores é obrigatória por lei e deve ser comunicada ao banco de olhos ou à OPC Captavisão, responsável pela área de abrangência.