Esse cenário mostra a força da locação de curta temporada e reforça a alta demanda por imóveis menores.
O programa Imóveis em Pauta recebeu Humberto Mascarenhas, especialista imobiliário, e Douglas Ruivo, gerente de expansão da Mitre Realty, para discutir por que São Paulo se tornou a cidade com o melhor índice de ocupação e valorização de imóveis compactos no Brasil. Durante a entrevista, Ruivo destacou os fatores que impulsionam o mercado, o perfil dos novos compradores e o interesse crescente de investidores de outras regiões, incluindo o Nordeste.
Logo no início, Douglas ressaltou que a Mitre possui selos de qualidade como ISO 9001, ISO 14001 e o Selo Verde, que reforçam o compromisso da empresa com sustentabilidade. Ele explicou ainda que esse diferencial permite aos clientes condições mais vantajosas de financiamento.
“O Selo Verde traz ao cliente Mitre a possibilidade de ter um financiamento com juros melhores junto aos bancos. É uma empresa muito conectada ao ESG e à sustentabilidade”, afirmou.
Douglas Ruivo apontou que o tamanho e complexidade da capital paulista são fundamentais para entender esse desempenho.
“São Paulo é uma das maiores cidades do mundo. Foi escolhida a 8ª melhor cidade global para se morar e a primeira do mundo em vida noturna. É uma cidade 24 horas, sete dias por semana, com uma economia muito forte e uma população enorme e circulante”, explicou.
Com mais de 22 milhões de pessoas na região metropolitana, a cidade reúne grandes empresas, startups, indústrias e investidores de alto padrão. Essa dinâmica gera uma demanda contínua por moradia, especialmente em bairros nobres.
Segundo Ruivo, isso se reflete diretamente no mercado imobiliário: “Os bairros mais nobres entregam melhor retorno para quem investe e maior qualidade de vida para quem mora.”
A mudança no comportamento social também tem papel decisivo.
“As famílias têm menos filhos e buscam mais qualidade de vida. Os jovens querem viver experiências e valorizam localização e mobilidade. Por isso, imóveis compactos com ticket mais acessível, principalmente nos bairros nobres, se tornam muito atrativos”, explicou o gerente da Mitre.
Ele destacou que a Zona Sul continua sendo o grande polo econômico da cidade, concentrando empresas, lazer, gastronomia e serviços de alto padrão. “É onde os grandes negócios acontecem”, afirmou.
Douglas também comparou o desempenho dos compactos com o setor hoteleiro.
“Só a plataforma Airbnb faturou R$ 10 bilhões em São Paulo no último ano. Hoje ela fatura o dobro da rede hoteleira da capital”, destacou.
Esse cenário mostra a força da locação de curta temporada e reforça a alta demanda por imóveis menores.
Entre as regiões com maior potencial, Ruivo citou Moema, Jardins, Pinheiros, Itaim Bibi e Vila Olímpia.
Sobre Moema, ele detalhou: “Moema tem o melhor IDH de São Paulo, fica a cinco minutos do aeroporto de Congonhas e tem infraestrutura completa. Isso influencia diretamente na valorização.”
Ele também destacou a expansão do aeroporto de Congonhas que deve saltar de 22 milhões para 32 milhões de passageiros por ano até 2028, impulsionando ainda mais a região.
Ruivo reforçou que os compactos têm liquidez superior aos imóveis maiores, principalmente nos bairros nobres: “Nessas regiões existe escassez de terrenos. A oferta é pequena e a demanda é crescente. Isso garante valorização contínua.”
Em Moema, por exemplo, os imóveis têm valorizado 13% a 14% ao ano, enquanto o valor de locação sobe 16% a 17% ao ano, segundo dados apresentados no programa.
“Comprar um compacto nesses bairros significa ter um ativo praticamente líquido e com ganho expressivo tanto na locação quanto no valor de venda em dois ou três anos”, afirmou.
Sobre o futuro, Douglas foi categórico: “São Paulo representa 10% do PIB nacional. A Zona Sul responde por 30% das vendas de imóveis da capital. A cidade respira negócios, cultura, lazer, saúde e tecnologia. Nos últimos 20 ou 30 anos só cresceu e isso não vai parar.”
Ele destacou também que o alinhamento entre prefeitura e governo tem ampliado a confiança dos investidores.
Douglas Ruivo anunciou que a Mitre está expandindo sua presença no Nordeste e escolheu Feira de Santana como uma das cidades estratégicas.
“Muitos clientes de alto padrão do Brasil compram Mitre em São Paulo. Percebemos que o público nordestino consome muito o mercado paulista, e por isso decidimos vir até eles. Feira foi escolhida pela sua capacidade e força de investimento”, disse.
Ele confirmou ainda um evento exclusivo para investidores: “Hoje teremos um evento para apresentar oportunidades. O investidor de Feira sempre deve olhar para São Paulo, porque é um mercado seguro e com retorno garantido”, completou.
Ao encerrar, Humberto Mascarenhas reforçou a importância da parceria e destacou o potencial de Feira de Santana: “É uma cidade grande, que absorve grandes investimentos. É uma alegria receber a Mitre e trazer oportunidades para nossos ouvintes.”