Nova cobrança foi anunciada pelo governo norte-americano com a alegação de falhas no combate ao trabalho forçado nas cadeias produtivas e passa a valer nesta sexta-feira (24).
O governo dos Estados Unidos anunciou uma nova medida comercial que amplia a taxação sobre produtos importados do Brasil. A partir desta sexta-feira (24), entra em vigor uma tarifa adicional de 12,5%, elevando para 37,5% o total de sobretaxas aplicadas aos produtos brasileiros.
A nova cobrança foi definida após uma investigação comercial conduzida pelas autoridades norte-americanas, que avaliou práticas de diversos países relacionadas ao uso de trabalho forçado nas cadeias de fornecimento. Segundo o governo dos EUA, o Brasil estaria entre os países que importam matérias-primas e produtos de locais acusados de adotar esse tipo de prática, o que, na avaliação norte-americana, compromete a competitividade da indústria dos Estados Unidos.
O percentual anunciado será acrescido à tarifa de 25% que começou a vigorar no último dia 22. Essa cobrança anterior foi estabelecida após investigação realizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com base na legislação comercial norte-americana conhecida como Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
O relatório da investigação menciona cinco segmentos ligados ao comércio com o Brasil no período entre 2021 e 2025: alumínio, algodão, equipamentos eletrônicos, baterias de lítio e tabaco. Esses setores foram apontados como parte da análise que embasou a decisão.
A medida não atingiu apenas o Brasil. Outros 53 países também passarão a pagar a tarifa adicional de 12,5%. Já Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão receberam uma sobretaxa menor, fixada em 10%.