Medidas devem substituir taxas provisórias adotadas após decisão da Suprema Corte e têm como foco práticas ligadas ao trabalho forçado.
Os Estados Unidos devem anunciar, nos próximos dias, uma nova política tarifária que atingirá aproximadamente 60 países. A informação foi confirmada pelo representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, durante entrevista concedida nesta terça-feira à emissora CNBC.
A expectativa é de que as novas tarifas substituam a cobrança temporária de 10% aplicada pelo governo do presidente Donald Trump. As taxas haviam sido adotadas depois que a Suprema Corte invalidou as sobretaxas anteriormente impostas pela administração americana.
As mudanças estão diretamente relacionadas às investigações conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), iniciadas em março deste ano. As apurações analisam práticas comerciais de diversos países, com atenção especial ao uso de trabalho forçado na cadeia de produção. O governo norte-americano deve divulgar as conclusões ainda nesta semana.
Segundo Jamieson Greer, a legislação dos Estados Unidos proíbe a importação e a comercialização de produtos fabricados com mão de obra forçada. Ele afirmou que, embora algumas nações possuam normas semelhantes, muitas não fiscalizam nem aplicam essas regras de maneira efetiva.
A expectativa é que a nova política comercial tenha impacto sobre importantes parceiros econômicos dos Estados Unidos, podendo influenciar o fluxo do comércio internacional e ampliar as tensões nas relações comerciais entre Washington e outros países.