Governo norte-americano afirma que missão diplomática tinha como foco temas institucionais e rejeita acusações de interferência no processo eleitoral brasileiro.
O governo dos Estados Unidos rebateu, neste sábado (25), as acusações de que uma missão diplomática ao Brasil teria como objetivo interferir nas eleições brasileiras. A manifestação ocorreu após a repercussão da decisão do Ministério das Relações Exteriores de negar vistos a dois integrantes do Departamento de Estado norte-americano.
Em nota oficial, a administração do presidente Donald Trump afirmou que a visita, prevista para ocorrer entre os dias 27 e 30 de julho, tinha caráter estritamente diplomático e não possuía qualquer intenção de influenciar o cenário político ou eleitoral do país.
De acordo com o comunicado, integrariam a missão o secretário-assistente Riley M. Barnes e o subsecretário-assistente Samuel Samson. A agenda incluía reuniões com representantes do governo brasileiro, lideranças religiosas e integrantes da sociedade civil para discutir assuntos relacionados à integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão.
O governo norte-americano classificou como infundadas as especulações sobre uma suposta tentativa de interferência. Segundo a nota, qualquer alegação de que a missão buscaria comprometer o processo democrático brasileiro é falsa e sem respaldo.
A controvérsia ganhou força após uma reportagem publicada pelo jornal norte-americano The Washington Times, que citou fontes dos governos dos dois países para afirmar que a visita teria como objetivo levantar dúvidas sobre a transparência e a confiabilidade das eleições brasileiras.
Também neste sábado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que a Embaixada dos Estados Unidos entrou em contato com a Assessoria de Relações Internacionais da Corte para tratar da possível visita. Entretanto, segundo o tribunal, não houve detalhamento da pauta e o encontro acabou não sendo marcado em razão do recesso do Judiciário.