09/06/2026
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Ex-prefeito de Araci, Silva Neto destaca combate à violência contra a mulher e defende políticas públicas mais firmes

Ex-gestor municipal destaca dados sobre violência contra mulheres e defende participação dos homens na mudança dessa realidade.

Redação:
segunda-feira, 09 de março de 2026 às 10:50
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Filho do ex-prefeito e ex-vereador de Araci, José Eliotério da Silva, conhecido como Zédafó, o político Antônio Carvalho da Silva Neto, mais conhecido como Silva Neto, construiu sua trajetória na política do território do Sisal ao longo da última década. Ele iniciou a carreira política em 2010, quando disputou pela primeira vez uma vaga de deputado estadual e obteve quase 12 mil votos.

Silva Neto foi prefeito de Araci por dois mandatos consecutivos, entre 2013 e 2020, e voltou a disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia em 2022, quando alcançou 45.163 votos. Atualmente, ele se coloca novamente como pré-candidato a deputado estadual.

Em mensagem publicada nas redes sociais por ocasião do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, o ex-prefeito fez uma reflexão sobre o aumento da violência contra mulheres no Brasil e afirmou que a data deve servir não apenas para homenagens, mas para mobilização social.

“Hoje é oito de março, Dia Internacional da Mulher. Mas infelizmente as matérias mais recentes publicadas na imprensa brasileira não condizem com este dia”, afirmou.

Ao citar episódios recentes de violência, ele lembrou casos que ganharam repercussão nacional e ressaltou que essas ocorrências refletem uma realidade preocupante no país.

“Adolescente é vítima de estupro coletivo em Copacabana. Motorista é preso suspeito de estuprar uma idosa dentro de ônibus no Rio de Janeiro. Freira é encontrada morta em convento após violência sexual. Mulher é assassinada pelo ex-companheiro mesmo tendo medida protetiva. Mãe é morta dentro de casa na frente do próprio filho”, declarou.

Silva Neto destacou ainda dados sobre a violência contra mulheres no país. Segundo ele, apenas em 2025 foram registrados mais de 1.500 casos de feminicídio no Brasil, o que representa uma média de quatro mulheres assassinadas por dia.

“Essas matérias são recentes, mas infelizmente não são isoladas. No ano de dois mil e vinte e cinco tivemos números absurdos de ocorrências contra as mulheres no Brasil”, disse.

O ex-prefeito também chamou atenção para os registros de estupro e outros tipos de violência.

“Foram mais de setenta e quatro mil casos de estupros, sendo que noventa por cento das vítimas foram mulheres, crianças e adolescentes”, pontuou.

Para ele, enfrentar essa realidade exige medidas concretas do poder público e participação ativa da sociedade.

“Combater essa realidade exige ações firmes, leis mais duras, justiça mais rápida e políticas públicas que sejam plenamente realizadas e garantam que as mulheres sejam protegidas”, afirmou.

Silva Neto também ressaltou que os homens precisam assumir responsabilidade na mudança cultural necessária para reduzir os índices de violência.

“Essa mudança passa por todos nós, inclusive por nós homens. Homem de verdade precisa entender que homem protege mulher e não ataca. Homem garante que as mulheres tenham oportunidades iguais e que sejam tratadas com dignidade e respeito”, declarou.

O ex-prefeito citou ainda a educação familiar como um dos caminhos para promover essa transformação.

“Aqui em casa, por exemplo, são três meninos e todos eles sabem que homem precisa proteger, respeitar e tratar bem as mulheres dentro e fora de casa”, disse.

Silva Neto reforçou que o 8 de março deve representar um momento de reflexão e luta por direitos.

“Oito de março não é somente um dia de entrega de flores ou de abraços. É dia de luta permanente por mais justiça, mais dignidade e mais segurança para que as mulheres vivam com oportunidades e respeito”, concluiu.

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