Seis armamentos foram encaminhados à PF; outras duas armas não estavam sob a responsabilidade do Batalhão de Polícia do Exército, informou a corporação.
O Batalhão de Polícia do Exército informou ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que já cumpriu parte da determinação judicial para recolher as armas registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o comunicado enviado à Corte, seis armamentos foram entregues à Polícia Federal, enquanto outras duas armas não puderam ser repassadas porque não estavam sob a custódia da unidade militar.
A apreensão foi determinada após decisão de Moraes que manteve Bolsonaro em prisão domiciliar e revogou sua autorização para portar arma de fogo. A medida ocorreu depois da repercussão envolvendo a apreensão de uma arma que estava com um dos seguranças particulares do ex-presidente.
Em manifestação ao Supremo, a defesa de Bolsonaro sustentou que todas as armas pertencentes ao ex-presidente permanecem armazenadas em instalações do Exército. Mesmo com a Polícia Civil do Distrito Federal informando que o armamento estava regularizado e sem apontar irregularidades contra Bolsonaro, o ministro considerou que a manutenção da posse de armas não é compatível com o regime de prisão domiciliar.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo que apurou a tentativa de golpe de Estado. Atualmente, ele permanece em prisão domiciliar temporária durante o período de recuperação de uma cirurgia e também trata um quadro de pneumonia bacteriana.