09/06/2026
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Exportações brasileiras para os EUA recuam 14% em maio e China amplia liderança como principal mercado

Queda nas vendas para os Estados Unidos ocorre em meio aos efeitos das tarifas comerciais; superávit da balança brasileira, porém, cresce no acumulado do ano

Victória SilvaRedação: Victória Silva
quinta-feira, 04 de junho de 2026 às 11:04
Imagem de Exportações brasileiras para os EUA recuam 14% em maio e China amplia liderança como principal mercado
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram uma queda de 14% em maio de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (3) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e refletem os impactos das tarifas comerciais adotadas pelo governo norte-americano desde agosto de 2025.

No período, o Brasil exportou US$ 3,09 bilhões para os Estados Unidos, enquanto as importações provenientes do país somaram US$ 3,21 bilhões. Com isso, a balança comercial entre as duas nações apresentou déficit de US$ 121 milhões em maio.

Nos cinco primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras para o mercado norte-americano totalizaram US$ 14,01 bilhões, representando uma redução de 16% em relação ao mesmo período de 2025. A participação dos Estados Unidos no total das vendas externas do Brasil também diminuiu, passando de 12% para 9,7%.

Apesar da retração, o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, afirmou que ainda não é possível concluir que houve uma mudança estrutural nas relações comerciais entre os dois países. Segundo ele, o ritmo das quedas tem diminuído nos últimos meses, o que pode indicar uma adaptação gradual do mercado às novas regras tarifárias.

Enquanto isso, a China reforçou sua posição como principal destino das exportações brasileiras. Em maio, as vendas para o país asiático cresceram 9,5%, alcançando US$ 10,5 bilhões. No acumulado de 2026, os embarques para a China somam US$ 43,26 bilhões, alta de 21,8% na comparação anual.

Outro destaque foi o desempenho do setor energético. As exportações de óleos combustíveis avançaram 75,2% em volume e 49,8% em valor durante o mês de maio. De acordo com o governo federal, o resultado está relacionado aos reflexos do conflito no Oriente Médio sobre os preços internacionais da energia.

Mesmo com a queda das vendas para os Estados Unidos, o Brasil encerrou os cinco primeiros meses de 2026 com superávit comercial de US$ 32,66 bilhões, valor superior aos US$ 24,33 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

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