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Federação PSDB-Cidadania oficializa convite para Aécio Neves disputar presidência

Medida ocorre após crise de imagem do senador Flávio Bolsonaro

Victória SilvaRedação: Victória Silva
quarta-feira, 27 de maio de 2026 às 12:17
Imagem de Federação PSDB-Cidadania oficializa convite para Aécio Neves disputar presidência
Foto: Elaine Menke/Câmara dos Deputados

A federação partidária formada por PSDB e Cidadania confirmou o convite ao deputado federal Aécio Neves para disputar a Presidência da República nas próximas eleições. O movimento também contou com apoio do Solidariedade, fortalecendo a articulação em torno do nome do parlamentar como uma alternativa do chamado “centro democrático”.

Segundo informações divulgadas, após a formalização do convite, Aécio deve avaliar a viabilidade política da candidatura antes de assumir oficialmente uma posição na disputa nacional.

A movimentação ganhou força diante do desgaste envolvendo o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro, que aparece no centro de investigações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Antes do avanço do seu nome, Aécio chegou a convidar o ex-ministro Ciro Gomes para representar a legenda na corrida presidencial, mas a proposta foi recusada. Ciro deve concentrar sua atuação política em uma candidatura ao governo do Ceará.

Em nota, Aécio afirmou ter recebido o convite com entusiasmo e disse que pretende ampliar o diálogo com partidos políticos e setores da sociedade antes de tomar uma decisão definitiva.

“Recebi com uma honra enorme essa manifestação tão contundente. Acho que nos clamando a despertar, a nos posicionarmos, a encontrarmos caminhos para apresentar uma alternativa para o Brasil”, declarou o deputado.

O parlamentar também afirmou que prefere não classificar sua eventual candidatura como uma “terceira via”, argumentando que parte da população demonstra insatisfação com os nomes atualmente colocados no cenário político nacional.

Aécio Neves disputou a Presidência da República em 2014, quando foi derrotado no segundo turno pela então presidente Dilma Rousseff. Após a eleição, o PSDB questionou o resultado do pleito e solicitou auditoria das urnas eletrônicas.

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