25/07/2026
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De Olho na Cidade
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4 min de leitura

Feira intensifica combate ao Aedes aegypti após aumento de casos de chikungunya

Município reforça ações de vigilância, amplia atuação dos agentes de endemias e concentra fumacê em bairros com maior risco de transmissão das arboviroses.

Victória SilvaRedação: Victória Silva
sábado, 25 de julho de 2026 às 07:00
Imagem de Feira intensifica combate ao Aedes aegypti após aumento de casos de chikungunya
Foto-RAYLLE-KETLLY

A Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana intensificou as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika, diante do aumento dos casos de chikungunya registrados neste ano. O município ampliou o trabalho dos agentes de combate às endemias, reforçou a aplicação do carro fumacê em áreas estratégicas e utiliza ferramentas de inteligência epidemiológica para direcionar as ações aos locais com maior índice de infestação do mosquito.

Durante entrevista ao programa De Olho na Cidade, o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, explicou que o planejamento é baseado em indicadores técnicos, permitindo identificar rapidamente os bairros que apresentam maior risco de transmissão das arboviroses.

"Trabalhar com vigilância epidemiológica e inteligência epidemiológica é a forma mais correta, segura e inteligente de evitar casos de epidemias."

Segundo o secretário, o número de notificações de dengue permanece praticamente estável em comparação ao mesmo período do ano passado. Já a chikungunya apresentou crescimento, o que levou a Secretaria a reforçar as medidas preventivas.

"Quando a gente compara 2025 com 2026, o número de notificações de dengue é praticamente igual. Agora, quando a gente vai pensar em chikungunya, houve um aumento significativo em relação a 2025. Isso acende, sim, um alerta."

Apesar desse crescimento, Rodrigo destacou que o município conseguiu uma redução expressiva das arboviroses entre 2024 e 2025.

"Quando consideramos dengue, zika e chikungunya, tivemos uma redução superior a 85%. Se conseguirmos manter em 2026 os mesmos indicadores de 2025, já será um excelente resultado."

O secretário explicou que a Vigilância Epidemiológica cruza os dados das notificações com o Índice de Infestação Predial (IIP), que mede a presença de focos do mosquito nos imóveis, para identificar os chamados "hot points" da cidade.

Atualmente, os bairros Tomba, Queimadinha e Centro concentram as ações mais intensas.

"Foi diagnosticado que o Tomba, a Queimadinha e o Centro apresentavam maior risco e, por isso, fizemos essa ação pontual, que é uma das frentes de combate às arboviroses."

Além da aplicação do fumacê, a Secretaria reforçou o trabalho dos agentes de combate às endemias. Segundo Rodrigo, todos os aprovados dentro do número de vagas do último concurso público foram convocados.

"Essa gestão chamou 100% dos concursados aprovados dentro do número de vagas para agentes de endemias. Foram 60 convocações para fortalecer esse trabalho."

O secretário ressaltou que os bons indicadores são resultado de planejamento e investimento em prevenção.

"Indicador bom não vem por acaso. Vem com trabalho sério e técnico."

Conscientização ainda é o maior desafio

Mesmo com o reforço das equipes, Rodrigo afirma que o sucesso das ações depende diretamente da colaboração da população.

Segundo ele, o descarte irregular de lixo continua sendo um dos principais problemas enfrentados pelo município.

O secretário citou uma ação realizada em conjunto com a Secretaria de Serviços Públicos (SESP), em um terreno baldio que havia sido completamente limpo. Dois dias depois, o local voltou a acumular resíduos.

"No sábado fizemos uma grande limpeza. Passei por lá na segunda-feira e já havia mais lixo do que antes da ação."

Para ele, combater o mosquito exige mudança de comportamento.

"Jogar lixo não é apenas uma questão de limpeza ou estética. É saúde pública."

Rodrigo alertou que recipientes descartados de forma inadequada acumulam água e se transformam em criadouros do mosquito.

"Aquele lixo pode custar uma vida, porque favorece a reprodução do mosquito que transmite doenças que podem matar."

O secretário reforçou que o combate ao Aedes aegypti deve ser encarado como uma responsabilidade coletiva.

"O poder público faz sua parte, faz muito e continuará fazendo, mas sozinho não consegue vencer essa luta. Precisamos da conscientização e da ajuda da população."

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