Senador afirmou que indicação de Alfredo Gaspar para compor a chapa presidencial ocorreu após tentativas frustradas de alianças com outros partidos e nomes
O senador Flávio Bolsonaro (PL) revelou que a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente foi definida apenas nos momentos finais da montagem da chapa. A declaração contraria a versão apresentada pelo presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, que havia afirmado que o nome já estava sendo trabalhado pela legenda há cerca de seis meses.
Durante uma transmissão ao vivo pelas redes sociais, Flávio explicou que a estratégia inicial era buscar um nome de outra sigla para fortalecer a candidatura e ampliar o espaço da campanha no rádio e na televisão. Segundo ele, as negociações não avançaram como esperado e levaram o partido a optar por uma solução interna.
“Eu não entendi quando o Valdemar disse que estávamos guardando esse nome há seis meses. Não foi assim. Foi realmente uma decisão tomada em cima da hora”, afirmou o senador, destacando que havia interesse em escolher uma mulher para integrar a chapa.
Antes da definição por Alfredo Gaspar, Flávio Bolsonaro realizou conversas com diferentes lideranças políticas na tentativa de formar uma composição mais ampla para a disputa presidencial. A movimentação, porém, perdeu força após partidos como União Brasil, Republicanos e PP decidirem não apoiar oficialmente nenhum candidato ao Palácio do Planalto.
Entre os nomes avaliados estavam a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, ligada ao Republicanos, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS). As duas possibilidades não evoluíram.
Outro nome considerado foi o da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que chegou a ser consultada sobre a possibilidade de ocupar a vaga de vice, mas recusou o convite para permanecer na disputa pelo Senado pelo Distrito Federal.
Com as alternativas externas descartadas, o PL acabou escolhendo Alfredo Gaspar, deputado federal por Alagoas, para completar a chapa liderada por Flávio Bolsonaro na corrida presidencial.