Candidato do PL também fala sobre o fim da reeleição, aproximação com países das Américas e regulamentação das bets
O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira (7) que pretende promover mudanças em diferentes áreas caso seja eleito. Entre as propostas apresentadas pelo senador estão a redução da maioridade penal, uma reforma no Judiciário e alterações em pontos da reforma tributária.
Segundo Flávio, essas mudanças dependeriam de alterações na Constituição por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PECs). O candidato afirmou ainda que considera necessária uma reformulação no funcionamento do Judiciário e voltou a defender a redução da maioridade penal.
A possibilidade de acabar com a reeleição também foi mencionada pelo senador. Flávio declarou que, caso chegue ao Palácio do Planalto, não pretende disputar um segundo mandato consecutivo. Para que a regra seja alterada, no entanto, seria necessária a aprovação do Congresso Nacional.
Flávio se reuniu nesta quarta-feira com representantes da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. Após o encontro, lideranças das duas siglas declararam apoio à candidatura do senador e classificaram o respaldo como “incondicional”.
O candidato também aguarda uma posição do Republicanos sobre uma possível adesão à sua campanha.
Na área de segurança, Flávio afirmou que pretende aproximar o Brasil do chamado Escudo das Américas, iniciativa de cooperação entre países do continente voltada ao combate ao crime organizado e ao narcotráfico.
Em entrevista ao presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, o senador defendeu maior intercâmbio de informações entre os países e prometeu adotar uma política mais rígida contra organizações criminosas. A proposta envolve cooperação com outras nações latino-americanas.
O Escudo das Américas já reúne países que participaram de uma declaração conjunta sobre o combate a grupos criminosos e sua classificação como organizações terroristas. Entre os signatários estão Argentina, Colômbia, Chile, Equador, Panamá, Paraguai e Peru.
Flávio também criticou a medida provisória que determinou o bloqueio de plataformas de apostas online no Brasil. Para ele, a decisão afeta a segurança jurídica e pode provocar impactos em clubes de futebol, empresas e estabelecimentos que trabalham com produtos relacionados a times.
Apesar de já ter defendido restrições aos cassinos online, o candidato diferenciou as plataformas ilegais das empresas de apostas esportivas que atuam dentro das regras estabelecidas. Segundo ele, os sites clandestinos devem ser combatidos, enquanto as empresas regularizadas deveriam ter seus contratos e investimentos respeitados.