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Ginecologista explica revogação de portaria da Anvisa sobre implantes hormonais e destaca uso terapêutico

O órgão publicou, em 22 de novembro, a resolução 413/2024, que permite a utilização dos implantes para fins terapêuticos, mantendo a proibição para uso estético, como aumento de massa muscular ou performance esportiva.

Por Rafa
domingo, 01 de dezembro de 2024
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A ginecologista Dra. Márcia Suely esclareceu detalhes sobre a recente revogação da proibição do uso de implantes hormonais pela ANVISA. O órgão publicou, em 22 de novembro, a resolução 413/2024, que permite a utilização dos implantes para fins terapêuticos, mantendo a proibição para uso estético, como aumento de massa muscular ou performance esportiva.

A médica celebrou a decisão, destacando o impacto positivo para pacientes e profissionais da saúde.

“Essa revogação foi baseada em ciência. Houve uma mobilização não só de pacientes, mas também de médicos e cientistas brasileiros que utilizam os implantes hormonais de maneira responsável”, afirmou.

Dra. Márcia destacou que os implantes hormonais são fundamentais no tratamento de condições como endometriose, miomas, menopausa e lipedema.

“Essas terapias melhoram significativamente a qualidade de vida de pacientes que enfrentam doenças crônicas. O lipedema, por exemplo, causa acúmulo de gordura dolorosa nas pernas, e os implantes oferecem alívio para essas mulheres”, explicou.

Foto: Divulgação

Por outro lado, a especialista ressaltou que o uso inadequado foi um dos motivos para a proibição inicial.

“Havia um consumo desenfreado para fins estéticos, o que preocupava as autoridades. Por isso, a ANVISA agora exige mais rigor na prescrição e controle dos implantes.”

Entre as novas medidas para regulamentação, estão:

  • Receita de controle especial: médicos devem justificar o uso terapêutico dos implantes;
  • CID (Classificação Internacional de Doenças): obrigatório na receita para comprovar a finalidade terapêutica;
  • Termo de consentimento informado: os pacientes precisam estar cientes dos benefícios e riscos da terapia.

Além disso, está proibida qualquer propaganda de implantes hormonais manipulados ao público em geral.

A ginecologista desmentiu mitos sobre o chamado "chip da beleza", frequentemente associado aos implantes.

“Essa expressão surgiu de maneira equivocada. Não existe chip da beleza; o uso é exclusivamente terapêutico. É preciso acabar com essa desinformação”, enfatizou.

A médica também mencionou uma sessão no Senado realizada após a publicação da resolução. “Foi um momento importante, com profissionais defendendo o uso responsável e apresentando dados científicos. Já os opositores não trouxeram embasamento técnico relevante”, relatou.

Dra. Márcia reforçou a importância da ciência e do diálogo para avanços na saúde. “A revogação é uma vitória para a medicina e para os pacientes. Continuaremos discutindo essas questões para garantir o uso seguro e eficaz dos implantes hormonais”, concluiu.

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