O movimento alcança unidades estratégicas do sistema Petrobras.
A greve nacional dos petroleiros e petroleiras da Petrobras chegou ao quarto dia com ampla adesão da categoria em diversas regiões do Brasil. O movimento envolve trabalhadores de plataformas, refinarias, terminais, usinas e unidades administrativas da estatal e tem como principal objetivo a reconquista de direitos retirados nos últimos anos.
Em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da Rádio Princesa FM, o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, fez um balanço da paralisação e destacou a dimensão nacional da mobilização.
“Essa greve chegou ao quarto dia hoje. Já temos adesão de trabalhadores e trabalhadoras de 30 plataformas de petróleo em todo o Brasil”, afirmou.
Segundo Bacelar, o movimento também alcança unidades estratégicas do sistema Petrobras.
“São nove refinarias com adesão, além de terminais da Transpetro, as duas usinas de biodiesel da Petrobras Biocombustíveis, termelétricas da Petrobras, inclusive as duas da TermoBahia que ficam aí no nosso estado”, detalhou.
O coordenador da FUP explicou que a greve ocorre em defesa de direitos históricos da categoria, especialmente aqueles perdidos durante os governos anteriores.
“É uma luta pela reconquista dos direitos que foram tirados pelo governo Temer e pelo governo Bolsonaro. Tivemos perdas importantes e agora é hora de lutar”, enfatizou.
Entre os pontos sensíveis citados está a situação de aposentados, aposentadas e pensionistas do sistema Petrobras.
“Nossos aposentados e pensionistas têm suas aposentadorias sangradas por equacionamentos que vêm desde 2016. Isso é uma injustiça que precisa ser enfrentada”, afirmou Bacelar.
Ele também ressaltou que os trabalhadores da ativa acumulam perdas significativas e que a pressão sindical é fundamental para avançar nas negociações.
“O próprio presidente Lula sempre disse que governa com uma ampla coalizão e que precisa da pressão popular e sindical para que os direitos sejam garantidos”, lembrou.
Durante a entrevista, Deyvid Bacelar destacou ainda a capacidade financeira da Petrobras para atender às reivindicações da categoria.
“Somente nos três primeiros trimestres, a Petrobras registrou R$ 94 bilhões de lucro líquido. Nada mais justo do que quem gera essa riqueza também participe dela”, pontuou.
Para o dirigente sindical, a greve é um instrumento legítimo de luta e diálogo com a gestão da empresa.
“É momento de lutar para termos um acordo coletivo justo e digno para os petroleiros e petroleiras que ajudam a construir diariamente a riqueza da Petrobras”, concluiu.