17/07/2026
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Hugo Motta reage à tarifa dos EUA e afirma que Congresso defenderá interesses do Brasil

Presidente da Câmara considera medida dos Estados Unidos uma pressão política, critica impacto sobre a economia brasileira e promete atuação em defesa do setor produtivo.

Victória SilvaRedação: Victória Silva
sexta-feira, 17 de julho de 2026 às 10:00
Imagem de Hugo Motta reage à tarifa dos EUA e afirma que Congresso defenderá interesses do Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), manifestou nesta sexta-feira (17) oposição à decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar classificou a iniciativa como uma medida de caráter político e garantiu que o Congresso Nacional acompanhará o caso para proteger os interesses do país.

A cobrança foi autorizada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, após recomendação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). A medida integra uma investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana, que avalia práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais dos EUA.

Entre as justificativas apresentadas pelo USTR estão críticas a políticas brasileiras ligadas ao comércio digital, concessão de tarifas preferenciais, proteção de patentes, combate à pirataria, mercado de etanol, ações contra o desmatamento ilegal e medidas de enfrentamento à corrupção. Segundo o órgão, esses fatores afetam a competitividade das empresas norte-americanas.

Ao comentar a decisão, Hugo Motta afirmou que o Brasil defende relações diplomáticas baseadas no respeito entre países, mas rejeita o uso de sanções comerciais como mecanismo de pressão política. O deputado também destacou a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso, como instrumento legal para responder a medidas consideradas prejudiciais aos interesses nacionais.

O presidente da Câmara argumentou ainda que iniciativas unilaterais desse tipo podem comprometer a atividade econômica, atingir cadeias produtivas estratégicas e colocar empregos em risco. Para ele, não há fundamentos técnicos que justifiquem a adoção da tarifa sobre os produtos brasileiros.

Motta ressaltou que a Câmara dos Deputados acompanhará os próximos desdobramentos da disputa comercial e atuará, junto ao Congresso, na defesa dos exportadores, do setor produtivo e dos trabalhadores brasileiros.

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