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Saúde3 min de leitura

Incontinência urinária vai além do desconforto e pode afetar a saúde mental

Urologista explica os tipos da doença, os impactos na qualidade de vida e as possibilidades de tratamento

Por Rafa
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Imagem: Shutterstock
Foto: Imagem: Shutterstock

A incontinência urinária, caracterizada pela perda involuntária de urina, é um problema de saúde que vai além do desconforto físico e pode comprometer seriamente a qualidade de vida, a autoestima e o convívio social dos pacientes. O alerta é do urologista Dr. João Batista, que explicou o tema em detalhes e reforçou a importância do diagnóstico e do tratamento adequado.

Segundo o especialista, a incontinência ocorre quando o paciente perde o controle do fluxo urinário.

“Incontinência, portanto, é a perda involuntária de urina. É a situação em que o paciente não consegue controlar o fluxo urinário e acaba ficando molhado”, explicou.

Dr. João Batista destacou que a classificação mais aceita reconhece seis tipos distintos de incontinência urinária:

  • Incontinência urinária de esforço: a mais comum, especialmente entre mulheres, ocorre durante ações como tossir, rir ou realizar esforço físico. “Ao fazer algum esforço abdominal, a paciente percebe que perde urina”, afirmou.
  • Incontinência urinária por urgência: acontece quando surge uma vontade súbita de urinar e o paciente não consegue controlar. “O paciente sente urgência miccional e não consegue segurar”, explicou.
  • Incontinência por transbordamento: mais frequente em homens, ocorre quando a bexiga permanece cheia e a urina acaba vazando. “É como uma bacia sempre cheia de água que nunca se esvazia e fica transbordando”, comparou.
  • Incontinência mista: associação de mais de um tipo de incontinência no mesmo paciente.
  • Incontinência funcional: relacionada a distúrbios neurológicos ou cognitivos, que dificultam o controle urinário.

“Eu reafirmo que a incontinência é a ausência de controle, a perda de urina sem que o paciente consiga evitar”, reforçou o urologista.

O médico ressaltou que a incontinência se torna um problema de maior gravidade quando começa a afetar o dia a dia do paciente.

“Ela passa a ser um problema a partir do momento em que compromete a qualidade de vida, a higiene, a autoestima e leva ao isolamento social”, afirmou.

De acordo com o especialista, o odor característico da urina e o constrangimento causado pelas roupas molhadas fazem com que muitos pacientes evitem sair de casa, viajar ou manter hábitos sociais.

“Alguns não querem sair, outros não querem viajar, e até no convívio familiar se sentem envergonhados”, relatou.

Dr. João Batista fez um alerta importante sobre as consequências da falta de tratamento. “Se não houver tratamento, esse quadro pode evoluir até para distúrbios de saúde mental”, disse.

Ele enfatizou que existem diversas alternativas terapêuticas, muitas com bons resultados.

“O tratamento pode ser comportamental, medicamentoso e, em alguns casos, chegar até a procedimentos cirúrgicos”, explicou.

O urologista orienta que pacientes que enfrentam qualquer tipo de perda involuntária de urina procurem um especialista.

“Cabe ao médico identificar a causa da incontinência e indicar a melhor alternativa de tratamento”, pontuou.

Ao final, deixou uma mensagem aos ouvintes: “Busquem ajuda especializada. Existem soluções. Saúde e paz para todos, e que Deus continue abençoando as nossas vidas”.

*Com informações da repórter Isabel Bomfim

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