Presidente iraniano classifica ataque como “declaração de guerra” e tensão global aumenta
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, prometeu, neste domingo (1°), se vingar a morte do aiatolá Ali Khamenei, que ocorreu durante os ataques de EUA e Israel iniciados no sábado (28).
“A República Islâmica do Irã considera seu dever e direito legítimo vingar os perpetradores e idealizadores deste crime histórico”, disse Pezeshkian em um comunicado transmitido pela TV estatal.
O presidente iraniano definiu o ataque como uma “declaração de guerra contra os muçulmanos”. “O assassinato da maior autoridade política da República Islâmica do Irã e de um líder proeminente do xiismo em todo o mundo… é percebido como uma declaração aberta de guerra contra os muçulmanos, e particularmente contra os xiitas, em todos os lugares do mundo”, disse.
O conflito entre EUA e Irã está em seu segundo dia. Após os ataques norte-americano, o Irã lançou mísseis em direção a Israel e bases dos EUA no Oriente Médio.
O chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, usou as redes sociais neste domingo para dizer que vai atingir os EUA e Israel com uma força nunca antes vista após os ataques.
“Ontem o Irã lançou mísseis contra os Estados Unidos e Israel, e eles sentiram. Hoje iremos atingi-los com uma força que eles nunca experimentaram antes”, disse.
Na madrugada deste domingo, o presidente dos EUA , Donald Trump, disse que o país persa será atingido “com uma força nunca vista antes” se cumprir a promessa de retaliação.
“O Irã acaba de declarar que vai atacar com muita força hoje, mais forte do que jamais atacou antes. É melhor que não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca vista antes!” , disse Trump em um post na sua rede social, Truth Social.