08/06/2026
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Jerônimo defende cooperação internacional contra facções, mas rejeita interferência externa após decisão dos EUA

Governador da Bahia se manifesta após governo norte-americano classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas e reforça defesa da soberania brasileira

Redação: Victória Silva
sexta-feira, 29 de maio de 2026 às 09:14
Imagem de Jerônimo defende cooperação internacional contra facções, mas rejeita interferência externa após decisão dos EUA
Fotos: Amanda Ercília/GOVBA

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, se pronunciou nesta sexta-feira (29) após a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A manifestação foi publicada por meio das redes sociais, onde o gestor estadual destacou a importância da cooperação internacional no combate ao crime organizado, mas fez ressalvas sobre possíveis interferências externas em assuntos internos do Brasil.

Na publicação feita no X, antigo Twitter, Jerônimo defendeu o fortalecimento de ações conjuntas contra o tráfico de drogas e organizações criminosas, porém ressaltou a necessidade de preservar a soberania nacional.

“Cooperação internacional no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, sim. Intervenção na política interna de outro país, não. Estou junto com o presidente Lula na defesa da soberania nacional”, escreveu o governador.

A decisão do governo norte-americano reacendeu debates sobre segurança pública, relações diplomáticas, sanções econômicas e possíveis desdobramentos internacionais envolvendo organizações criminosas com atuação no Brasil. Historicamente, os Estados Unidos adotam medidas rigorosas contra grupos classificados como terroristas, incluindo sanções financeiras, ampliação da cooperação internacional, pressão diplomática e, em alguns casos, operações militares.

Países como Afeganistão, Iraque, Síria, Irã, Líbano, Colômbia e México já estiveram no centro de ações norte-americanas relacionadas ao combate a organizações consideradas terroristas ou ligadas ao narcotráfico.

A medida também gerou repercussão no cenário político brasileiro. O senador Flávio Bolsonaro comemorou a iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificando a decisão como um avanço no enfrentamento às facções criminosas. O parlamentar também aproveitou para fazer críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Enquanto isso, o governo federal ainda avalia os possíveis impactos diplomáticos da decisão. Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, integrantes do governo demonstram cautela quanto ao posicionamento oficial, diante do receio de interpretações políticas sobre o tema.

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