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Economia2 min de leitura

Juros altos restringem crédito e encarecem parcelas no mercado imobiliário, avalia especialista

Alta da Selic reduz poder de compra e exige planejamento financeiro de quem pretende financiar um imóvel

Por Rafa
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Foto: Divulgação
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O cenário de juros elevados tem impactado diretamente quem deseja adquirir um imóvel no Brasil. Segundo o especialista Humberto Mascarenhas, a principal consequência para o comprador é a limitação do crédito imobiliário, que reduz o valor financiado e aumenta o peso das parcelas no orçamento familiar.

“A maior consequência dos juros altos para quem quer comprar um imóvel é justamente a limitação do crédito, porque com o juro mais elevado o financiamento fica mais restrito. O valor liberado e a parcela acabam sendo menores para aquela faixa de renda, o que impacta diretamente na possibilidade de adquirir o imóvel desejado”, explica.

Para ilustrar esse impacto na prática, Humberto cita uma simulação comum no mercado. De acordo com ele, um financiamento de R$ 500 mil hoje resulta em uma parcela média de cerca de R$ 5.500. “Em 2021 e 2022, quando a taxa de juros girava em torno de 7% ao ano, essa mesma parcela ficava entre R$ 4.300 e R$ 4.500. Hoje, com a taxa média em torno de 12% para um imóvel desse padrão, a diferença é significativa”, pontua.

Apesar do cenário mais desafiador, o especialista destaca que o momento pode representar oportunidades para quem não pode ou não quer adiar a compra do imóvel. “Tem muita oportunidade agora que vale a pena até encarar o juro mais alto”, afirma.

A principal orientação de Humberto Mascarenhas é pensar no financiamento como uma etapa transitória. “A dica que eu dou é: compre agora e, quando os juros baixarem, procure o seu banco para renegociar a dívida”, orienta. Ele lembra ainda que o consumidor brasileiro conta com um instrumento importante nesse processo. “No Brasil existe algo muito interessante, que é a portabilidade do financiamento. Quando os juros caem, outros bancos passam a oferecer taxas mais atrativas e ‘assediar’ o mutuário para levar a dívida”, explica.

Segundo ele, essa estratégia pode trazer vantagens no médio prazo. “Você até começa com um juro mais alto, mas quando as taxas baixarem pode renegociar com o próprio banco ou transferir a dívida para outro com juros menores. Assim, acaba se beneficiando da compra imediata, dos preços mais baixos e, claro, de já usufruir do bem que deseja”, conclui.

*Com informações do repórter JP Miranda

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