Recurso apresentado pela defesa do senador foi rejeitado pelo TJ-DF; dinheiro relacionado à participação na cobertura da Copa de 2026 permanece retido por decisão judicial
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal manteve a penhora sobre valores que o senador Romário (PL-RJ) tem a receber da CazéTV pela participação na cobertura da Copa do Mundo de 2026. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (10), após a Corte analisar um recurso apresentado pela defesa do ex-jogador.
A retenção dos recursos está ligada a uma disputa judicial envolvendo um imóvel localizado no Lago Sul, em Brasília. Romário ocupou a residência entre 2012 e 2016 e passou a ser cobrado pelos proprietários após a devolução do imóvel.
Segundo os donos da casa, o imóvel apresentava diversos problemas quando foi entregue. Entre as irregularidades apontadas estão danos em paredes, pisos e portas, além de alterações ou defeitos nas redes elétrica e hidráulica. O jardim e alguns equipamentos da propriedade também teriam sido afetados.
A cobrança começou em aproximadamente R$ 268 mil, mas o valor atualizado chegou a cerca de R$ 865 mil após a incidência de juros, correção monetária, custas processuais e honorários advocatícios.
A defesa de Romário argumentou que os valores provenientes dos contratos firmados com a CazéTV não poderiam ser bloqueados pela Justiça. O entendimento não foi acolhido no recurso. O desembargador responsável destacou que a primeira instância ainda deverá avaliar de forma definitiva a natureza dos contratos utilizados como argumento pela defesa.
Com a manutenção da medida, podem ser atingidos diferentes tipos de pagamentos relacionados à atuação de Romário na transmissão do Mundial. A determinação inclui possíveis valores de direitos de imagem e de arena, prestação de serviços, patrocínios, cachês, comissões e outros créditos.
Até que o processo avance e haja uma definição judicial sobre a questão, os valores alcançados pela ordem deverão permanecer bloqueados e ser depositados em juízo.
*Com informações Bahia Notícias