14/05/2026
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Mais de 2 mil vagas temporárias devem ser abertas no comércio de Feira de Santana durante o São João

Sicomércio projeta crescimento nas contratações e alerta para impactos da economia no consumo e no setor produtivo

Por Victória Silva
quinta-feira, 14 de maio de 2026 às 06:19
captura o movimento de pessoas em um calçadão comercial a céu aberto. O destaque da cena é a decoração aérea composta por diversas fileiras de bandeirolas coloridas (nas cores verde, laranja, rosa, azul e vermelho) penduradas sobre a via, sugerindo preparativos para as festividades de São João.
Foto: Divulgação

O comércio de Feira de Santana deve abrir cerca de duas mil vagas temporárias neste período junino, segundo estimativa do Sindicato do Comércio de Feira de Santana (Sicomércio). A projeção foi divulgada pelo presidente da entidade, Marco Silva, que destacou o cenário de contratações e a expectativa de movimentação econômica no período.

De acordo com Marco, os números se baseiam em resultados de anos anteriores, que indicam não apenas a abertura de vagas, mas também a efetivação de parte dos trabalhadores contratados temporariamente.

“Nós temos algumas estatísticas que nos dão confiança para falar nesses números. No ano passado foram cerca de duas mil contratações e, desse total, quase 60% acabaram sendo efetivados”, afirmou.

O presidente do Sicomércio ressaltou que o comércio enfrenta dificuldades para reter mão de obra, o que acaba ampliando as chances de permanência para quem se destaca.

“A gente vive hoje um dilema. Quando você contrata pessoas que se destacam, mesmo sendo temporários, você tenta reter. Então cerca de 60% dos contratados acabam sendo efetivados”, explicou.

Marco também destacou que o período junino representa uma grande oportunidade para quem busca inserção no mercado de trabalho, mas defendeu mudanças nas relações trabalhistas para tornar o emprego mais atrativo, especialmente para os jovens.

“A gente precisa ter um projeto para tornar o emprego mais atrativo. Hoje existe uma necessidade de evolução na legislação, com mais flexibilidade, contratos por hora e maior liberdade de jornada”, disse.

Ele ainda comentou sobre mudanças no perfil dos trabalhadores mais jovens e criticou a ideia de que a Geração Z não quer trabalhar.

“Não é verdade que o jovem não quer trabalhar. Muitos buscam mais liberdade e flexibilidade, e o modelo atual engessado de horários fixos não tem atraído essa geração”, afirmou.

O dirigente também fez uma análise do cenário econômico, citando inflação, juros altos e endividamento das famílias como fatores que impactam o consumo e o desempenho do setor produtivo.

“As pessoas estão ganhando mais, mas, quando fazem as contas do que precisam pagar, sobra cada vez menos para consumir. Isso preocupa muito o setor produtivo”, concluiu.

*Com informações do repórter Robson Nascimento

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