09/06/2026
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Manifesto reúne rede de proteção no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes em Feira de Santana

Ato realizado nesta segunda-feira (18) marcou o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil

Victória SilvaRedação: Victória Silva
segunda-feira, 18 de maio de 2026 às 16:05
Imagem de Manifesto reúne rede de proteção no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes em Feira de Santana
Foto: JP Miranda

A mobilização pelo enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes ganhou força em Feira de Santana nesta segunda-feira (18), com a realização de um manifesto no estacionamento da Prefeitura Municipal, reunindo forças de segurança, representantes da rede de proteção, movimentos sociais e autoridades municipais. O ato marcou o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil e teve como objetivo chamar a atenção da sociedade para um problema que, segundo os participantes, exige mobilização permanente.

A delegada titular da Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI) de Feira de Santana, Clécia Vasconcelos, destacou a importância da união entre os órgãos públicos e a sociedade no enfrentamento ao problema.

Foto: JP Miranda

“Estamos reunindo a rede de proteção, as forças de segurança e a sociedade como um todo para tratar de um tema que só cresce: a necessidade de proteger e combater a violência sexual contra crianças e adolescentes. Hoje é o dia nacional de combate a essa prática tão danosa na nossa sociedade”, afirmou.

Segundo a delegada, ao final do evento será elaborado um manifesto que será encaminhado à Prefeitura, Câmara Municipal e demais órgãos públicos, com propostas para fortalecer o enfrentamento à violência sexual infantil.

“Será editado um manifesto, assinado e levado à Prefeitura, Câmara Municipal e demais órgãos públicos”, explicou.

Dra. Clécia também ressaltou o papel da Polícia Civil tanto na prevenção quanto na responsabilização criminal dos autores.

“A Polícia Civil tem papel fundamental na prevenção e nas políticas judiciárias, instaurando procedimentos e responsabilizando criminalmente esses indivíduos”, declarou.

Foto: JP Miranda

A delegada ainda reforçou o impacto duradouro da violência na vida das vítimas e destacou a importância da denúncia.

“Uma criança ou adolescente vítima de violência sexual leva cicatrizes para o resto da vida. Quem cala não está protegendo as crianças, está protegendo o criminoso”, alertou.

Representando a Câmara Municipal, o vice-presidente da Casa, vereador Pedro Américo, afirmou que o Legislativo tem debatido o tema e cobrado políticas públicas voltadas à proteção da infância.

Foto: JP Miranda

“Estamos aqui representando os 21 vereadores da Câmara Municipal, que tem pautado o combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, construindo projetos de lei, requerimentos e indicações que deem mais qualidade de vida às nossas crianças”, disse.

Pedro Américo destacou ainda a importância do fortalecimento do Disque 100 e da denúncia por parte da população.

“Precisamos dizer basta à violência sexual de crianças e adolescentes em nossa cidade e pedir que a população denuncie qualquer tipo de abuso ou exploração identificado”, afirmou.

Foto: JP Miranda

O vereador também citou iniciativas legislativas já aprovadas, como a obrigatoriedade de assistentes sociais e psicólogos nas escolas.

“Com esses profissionais nas unidades escolares, conseguimos fortalecer a rede de acolhimento e identificar possíveis situações de abuso ainda no ambiente escolar”, pontuou.

O coordenador da 1ª Coorpin de Feira de Santana, Rafael de Almeida Oliveira, ressaltou que, embora a Polícia Civil atue na investigação após os crimes, a prevenção deve ser prioridade.

Foto: JP Miranda

“A Polícia Civil investiga o crime depois que ele acontece, mas o ideal é a prevenção. As famílias precisam ter mais conhecimento sobre como proteger suas crianças, e elas também devem ser orientadas para identificar situações de assédio e abuso”, explicou.

Representando a Polícia Militar, o comandante da Ronda Escolar Portal do Sertão, Vitor Araújo, destacou o trabalho preventivo realizado nas escolas e chamou atenção para os sinais emitidos por vítimas de abuso.

Foto: JP Miranda

“Muitas vezes esse abuso acontece no ambiente familiar, escolar ou comunitário, em espaços de confiança. E dessa confiança nasce o silêncio”, afirmou.

O capitão alertou para mudanças de comportamento que podem indicar situações de violência.

“A criança ou adolescente abusado demonstra sinais: evasão escolar, regressão no desempenho, ansiedade, introspecção. A sociedade e os familiares precisam estar atentos a essas mudanças”, destacou.

Já a secretária de Desenvolvimento Social, Gerusa Sampaio, enfatizou a atuação da rede de proteção municipal, incluindo Conselho Tutelar, CRAS e CREAS.

“Muitas vezes a criança está sendo molestada dentro da própria casa, no seio familiar. Precisamos ter um olhar sensível para mudanças de comportamento e intensificar esse cuidado”, disse.

Foto: JP Miranda

Sobre o papel do Conselho Tutelar, Gerusa reforçou que o órgão atua como guardião dos direitos da criança.

“O conselheiro tutelar está para proteger essas crianças. Não temos poder de prender um agressor, mas podemos afastar a criança do convívio do abusador e garantir acolhimento por meio da rede de proteção”, concluiu.

*Com informações do repórter JP Miranda

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