Certificação internacional habilita uso de técnicas avançadas e coloca a cidade no mapa de tratamentos modernos contra dor crônica
Feira de Santana passa a integrar um seleto grupo de localidades com acesso a técnicas avançadas no tratamento da dor crônica. O médico intervencionista em dor, Maurício Almeida, conquistou uma certificação internacional na área, resultado de um processo rigoroso que envolveu provas práticas, teóricas e orais.
Segundo o especialista, a conquista representa não apenas um avanço pessoal, mas um ganho direto para os pacientes da região.
“Foi uma das provas mais difíceis da minha vida. Quando recebi o resultado, fiquei em estado de choque e chorei de alegria. É uma certificação que realmente exige preparo e entrega”, relatou.
O processo incluiu capacitação técnica e domínio do idioma.
“Além de estudar as técnicas intervencionistas, precisei investir no inglês. Tive acompanhamento com professora particular, porque hoje a medicina exige isso. Não dá para parar de estudar”, destacou.
Na prática, a certificação amplia o nível de precisão dos procedimentos realizados, especialmente em casos relacionados à coluna e articulações. O uso de tecnologias como fluoroscopia e ultrassonografia permite intervenções mais seguras e eficazes.
“Hoje conseguimos visualizar estruturas em tempo real, identificar exatamente onde a agulha está e garantir mais segurança ao paciente. Isso reduz riscos e acelera a recuperação. Muitos pacientes já saem da clínica e voltam para casa no mesmo dia”, explicou.
De acordo com o médico, ele está entre os poucos profissionais no Brasil a possuir essa certificação específica. O reconhecimento inclui, inclusive, participação em cerimônias internacionais.
“É gratificante saber que estamos no caminho certo. Representar Feira de Santana fora do país é motivo de orgulho. Sempre faço questão de levar o nome da cidade comigo”, afirmou.
Durante a entrevista ao programa Jornal do Meio Dia da Rádio Princesa FM, o especialista chamou atenção para o crescimento dos casos de dor crônica, considerada por ele uma “epidemia silenciosa”.
“A dor passa a ser considerada doença quando dura mais de três meses e hoje muitas pessoas convivem com isso achando que é normal, quando não é”, alertou.
Ele aponta mudanças no estilo de vida como fator central para o problema. “Sono ruim, sedentarismo, alimentação inadequada, tudo isso contribui. O corpo precisa de movimento. Ficar parado dói mais do que se exercitar, quando feito da forma correta”, disse.
Entre os erros mais comuns, o médico destaca a automedicação e a demora na busca por ajuda especializada.
“A dor é um sinal de alerta do corpo. Ignorar ou mascarar isso com remédio sem orientação só agrava o quadro. Quanto antes procurar ajuda, maiores as chances de tratamento eficaz”, ressaltou.
O especialista defende uma abordagem integrada no combate à dor.
“Não é só o médico. É nutricionista, fisioterapeuta, educador físico. O tratamento precisa ser completo para ter resultado”, explicou.
Maurício Almeida também destacou que Feira de Santana já conta com equipamentos e técnicas utilizadas em grandes centros e até no exterior.
“O que é feito fora do Brasil, nós conseguimos fazer aqui. Temos estrutura e conhecimento para isso”, afirmou, citando inclusive tratamentos utilizados por atletas de alto rendimento.
Para quem convive com dor persistente, o médico reforça a importância de agir.
“Dor tem tratamento. Não é normal viver com dor. Procure um profissional e investigue. Sempre há uma possibilidade de melhora”, concluiu.
O atendimento é realizado no Instituto Médico da Dor, localizado no edifício Premier, 1° andar Sala 105, em Feira de Santana.