12/08/2026
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Memphis reage à saída do Corinthians e não descarta rival brasileiro

Atacante holandês afirma ter sido surpreendido pela decisão do clube paulista e sinaliza que pode ouvir propostas de outras equipes do país

Victória SilvaRedação: Victória Silva
quarta-feira, 12 de agosto de 2026 às 08:24
Imagem de Memphis reage à saída do Corinthians e não descarta rival brasileiro
Foto: Marcos Ribolli

A relação entre Memphis Depay e Corinthians chegou a um novo capítulo após o clube decidir não prolongar o vínculo com o atacante. Informado da decisão na manhã desta terça-feira (11), o holandês reagiu publicamente e deixou claro que considera a situação uma quebra de compromisso firmado durante as negociações pela renovação.

Em publicação nas redes sociais, Memphis afirmou que esperava a continuidade do acordo por mais dois anos. Segundo o jogador, a extensão teria sido tratada e aprovada por integrantes da presidência e dos departamentos esportivo, jurídico e financeiro do Corinthians.

O atacante também indicou que pretende tomar medidas para defender seus interesses. A manifestação foi publicada tanto no X quanto no Instagram, onde Memphis marcou o presidente Osmar Stabile.

A decisão do Corinthians foi justificada pela necessidade de controlar as despesas do clube. Em comunicado, a diretoria reconheceu a importância do jogador para a equipe, mas avaliou que um novo contrato, diante das obrigações financeiras atuais e futuras, poderia comprometer o equilíbrio das contas.

Futuro pode ser longe do Corinthians

Com o fim das tratativas, Memphis não fecha a porta para continuar atuando no futebol brasileiro. O estafe do jogador já havia recebido contatos de clubes da Série A que disputam torneios internacionais. As conversas, entretanto, não avançaram enquanto o atacante ainda negociava com o Corinthians.

Agora, a tendência é que essas sondagens voltem a ser analisadas. Memphis gostou da experiência no Brasil, construiu vínculos pessoais no país e possui interesses comerciais que também pesam na avaliação sobre seu próximo destino.

O salário elevado, porém, aparece como o principal obstáculo para uma eventual transferência. A condição de jogador livre pode facilitar as negociações, e alguns clubes que já demonstraram interesse teriam sinalizado disposição para discutir valores próximos aos que estavam em negociação com o Corinthians.

Além do mercado brasileiro, o atacante recebeu sondagens de equipes da França, México, Turquia, Catar e Arábia Saudita. Até o momento, nenhum desses projetos teria convencido o jogador, que busca permanecer em uma competição de alto nível e preservar sua exposição internacional.

Dívida milionária aumenta tensão

Outro ponto que deve prolongar o conflito entre Memphis e Corinthians é a dívida relacionada ao primeiro contrato. O clube precisa negociar com os representantes do atacante o pagamento de aproximadamente R$ 42 milhões referentes a metas e bonificações. Com juros, a quantia pode chegar a R$ 77 milhões.

A situação financeira delicada do Corinthians aumenta a possibilidade de que a disputa seja levada aos tribunais caso não haja um entendimento entre as partes.

Durante sua passagem pelo clube, Memphis participou de 79 partidas, marcou 20 gols e distribuiu 15 assistências. O atacante conquistou o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil, ambos em 2025, além da Supercopa Rei, em 2026.

A renovação vinha sendo discutida há meses. Para facilitar o acordo, Memphis havia aceitado reduzir parte da remuneração, alterar o sistema de bonificações, diminuir a duração pretendida do vínculo e receber de forma parcelada os valores que o Corinthians ainda lhe deve.

Mesmo após retornar ao Brasil no início de agosto e ser aprovado nos exames médicos, o jogador permaneceu sem ser reintegrado ao elenco. As indefinições internas acabaram impedindo seu retorno aos treinamentos e sua participação no compromisso pela Libertadores.

Nos bastidores, a renovação enfrentou resistência de setores políticos ligados ao clube. Enquanto integrantes do futebol defendiam a permanência do atacante, a diretoria precisou lidar com a pressão interna e com as limitações financeiras da instituição.

*Com informações ge

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