Ampliação do financiamento, preços atrativos e tendência de queda da Selic podem favorecer compradores
Durante participação no quadro Imóveis em Pauta, o especialista em mercado imobiliário Humberto Mascarenhas analisou o cenário atual do setor e afirmou que o momento é favorável para quem deseja adquirir um imóvel, especialmente diante das novas condições de financiamento e da expectativa de mudanças econômicas nos próximos anos.
Segundo Humberto, uma das principais novidades recentes foi anunciada pelo banco Santander, que passou a financiar até 90% do valor do imóvel, ampliando o acesso ao crédito para compradores.
“A grande dificuldade hoje das pessoas adquirirem o imóvel é justamente ter a entrada. Muitas têm renda aprovada, mas não possuem o valor suficiente para dar de entrada. Com essa mudança, facilitou bastante”, explicou.
O especialista destacou que a nova condição já está em vigor desde o dia 12 de maio e contempla imóveis novos e usados, desde que tenham valor superior a R$ 90 mil e o comprador tenha crédito aprovado.
Na avaliação de Humberto, o cenário atual beneficia quem deseja comprar, principalmente por conta das taxas de juros elevadas, que acabam reduzindo o ritmo do mercado e ampliando o poder de negociação dos consumidores.
“Quando o mercado está comprador, como agora, o vendedor cria ofertas, facilita negociações e diminui sua margem de lucro. Quem tem liquidez hoje possui um poder de barganha muito maior”, afirmou.
Ele ressaltou ainda que quem espera a queda dos juros para comprar pode acabar pagando mais caro futuramente, já que a ampliação do crédito costuma impulsionar a demanda e, consequentemente, elevar os preços dos imóveis.
“Toda vez que o crédito é facilitado e ampliado, aumenta o consumo. E se aumenta o consumo, aumenta o preço. Esse é um momento importante para quem quer comprar não esperar”, alertou.
Outro fator apontado como decisivo para o mercado é a tendência de redução da taxa Selic, considerada um dos principais indicadores que influenciam o setor imobiliário.
De acordo com Humberto, após um longo período de juros elevados, o recente movimento de queda pode sinalizar o início de um novo ciclo de crescimento.
“A Selic já caiu 0,5% e tende a reduzir mais. Isso mostra que estamos entrando em um novo ciclo. Os ciclos imobiliários acompanham exatamente os ciclos financeiros de queda e subida da taxa de juros”, avaliou.
Questionado sobre o que vale mais a pena atualmente — financiar ou permanecer no aluguel — o especialista foi categórico ao defender a compra do imóvel.
“Vale muito mais a pena financiar. Além de conseguir um imóvel com valor mais atrativo, há a possibilidade de renegociar os juros futuramente, inclusive fazendo a portabilidade do crédito imobiliário”, pontuou.
Ele também destacou o aumento no valor dos aluguéis como mais um fator que reforça a oportunidade de aquisição.
Para quem busca adquirir a casa própria pela primeira vez, Humberto acredita que o cenário também é positivo, sobretudo para os beneficiários do programa habitacional federal.
“Quem se enquadra no Minha Casa Minha Vida tem taxas bastante reduzidas, que partem de 4% ao ano. E muita gente não sabe, mas o programa também vale para imóveis usados”, explicou.
Segundo ele, ainda há imóveis usados no mercado com preços competitivos, permitindo boas negociações para quem busca sair do aluguel.