Ministro do STF citou regime excepcional de custódia durante internação do ex-presidente no DF Star
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta quarta-feira (31) um pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e não autorizou a visita de seu sogro ao Hospital DF Star, em Brasília, onde ele está internado desde o dia 24 de dezembro.
Bolsonaro foi submetido, no dia de Natal, a uma cirurgia de hérnia inguinal e a procedimentos médicos para tentar controlar crises persistentes de soluço. No despacho, Moraes registrou que a solicitação de visita foi feita pela defesa em 30 de dezembro.
Segundo o ministro, a internação hospitalar impõe um regime excepcional de custódia, distinto daquele adotado em unidades prisionais, devendo seguir normas específicas do ambiente hospitalar e orientações médicas. Diante dessas circunstâncias, Moraes afirmou que a medida é necessária para garantir a segurança e a disciplina, indeferindo o pedido.
Ainda nesta quarta-feira, o ex-presidente deverá passar por uma endoscopia digestiva alta para avaliação de refluxo gastroesofágico. A informação foi confirmada pelo médico Cláudio Birolini. Na terça-feira (30), Bolsonaro já havia sido submetido a um novo procedimento com o objetivo de amenizar as crises de soluço.
De acordo com boletim médico, Bolsonaro permanece em cuidados pós-operatórios de herniorrafia inguinal bilateral, realizada por via convencional. O comunicado informa que, após novos episódios de soluço, ele passou por uma complementação do bloqueio anestésico dos nervos frênicos bilaterais. O ex-presidente também segue em fisioterapia respiratória, utiliza CPAP durante a noite e recebe medidas preventivas contra trombose.
Antes disso, Bolsonaro já havia sido submetido a bloqueios do nervo frênico esquerdo e, posteriormente, do lado direito, ambos realizados para o controle dos soluços persistentes.