10/08/2026
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Moraes nega visita dos filhos a Bolsonaro no Dia dos Pais

Decisão do STF mantém restrição de visitas ao ex-presidente, permitindo apenas acesso de médicos e advogados; Flávio já tinha sido impedido de encontrá-lo por outra determinação judicial

Victória SilvaRedação: Victória Silva
sábado, 08 de agosto de 2026 às 12:39
Imagem de Moraes nega visita dos filhos a Bolsonaro no Dia dos Pais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro (PL) para que os filhos do ex-presidente pudessem visitá-lo neste domingo (9), quando será celebrado o Dia dos Pais.

Os advogados haviam solicitado uma exceção à regra que atualmente limita o acesso a Bolsonaro. A intenção era permitir que Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Flávio Bolsonaro estivessem com o pai durante a tarde. Na solicitação, a defesa classificou o encontro como uma medida de natureza familiar e humanitária, destacando a importância da convivência entre o ex-presidente e os filhos.

Moraes, no entanto, manteve a proibição de visitas por 30 dias. A determinação foi adotada após Bolsonaro descumprir medidas impostas pela Justiça e estabelece que, durante o período, somente médicos e advogados estão autorizados a entrar em contato presencial com ele.

Flávio já estava impedido de visitar o pai

A situação de Flávio Bolsonaro é ainda mais restritiva. O senador já havia sido proibido por Moraes de visitar o pai por um período de 90 dias, em decisão tomada em julho.

A medida ocorreu depois que Flávio divulgou nas redes sociais uma carta escrita por Bolsonaro. No texto, o ex-presidente apontava o filho como seu porta-voz nas articulações relacionadas à disputa eleitoral de 2026.

Entre as condições impostas a Bolsonaro está a proibição de que manifestações suas sejam divulgadas em redes sociais, inclusive por intermédio de outras pessoas. A publicação feita por Flávio foi considerada por Moraes ao determinar a suspensão das visitas.

A defesa contestou a decisão e sustentou que a proibição completa do contato entre pai e filho seria excessiva. Os advogados também afirmaram que Bolsonaro não tinha conhecimento de que a carta seria publicada por Flávio e negaram qualquer acordo prévio entre os dois para a divulgação.

O recurso apresentado pela defesa foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão deverá analisar o caso e apresentar sua posição sobre a continuidade da restrição imposta ao senador.

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