Eventos reuniram trabalhadores e familiares em diferentes pontos da cidade, com momentos de lazer, reflexão e debate sobre pautas como jornada de trabalho
O Dia do Trabalhador foi marcado por comemorações organizadas por sindicatos em Feira de Santana, nesta sexta-feira (1º), reunindo centenas de trabalhadores e familiares em eventos que misturaram lazer, confraternização e discussões sobre direitos trabalhistas.
Entre as categorias mobilizadas, os metalúrgicos realizaram uma programação voltada tanto para a celebração quanto para a reflexão sobre o cenário atual. O presidente do sindicato da categoria, Tiago Azevedo, destacou que a data vai além da festa.
“Hoje é um dia de comemorar, mas também de refletir. A gente conquistou direitos importantes ao longo do tempo, mas ainda há muito a avançar. Precisamos nos unir para garantir que esses direitos sejam mantidos e ampliados”, afirmou.
Ele também chamou atenção para pautas em debate no cenário nacional, como a redução da jornada de trabalho e mudanças em escalas, além da necessidade de mobilização contínua da classe trabalhadora.
O diretor da federação dos metalúrgicos, Fábio Dias, reforçou a preocupação com decisões recentes no Congresso e avaliou que o momento exige atenção dos trabalhadores.

“É um dia de festa, mas principalmente de reflexão. A gente precisa acompanhar o que está sendo decidido e entender a importância da participação política. Muitas pautas importantes para os trabalhadores enfrentam dificuldade para avançar”, pontuou.
Segundo ele, propostas como a mudança da escala de trabalho para o modelo 5x2 são vistas como alternativas para geração de empregos e melhoria da qualidade de vida.
A vice-presidente do sindicato dos bancários e integrante da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Sandra Freitas, destacou que a programação incluiu visitas a diferentes pontos da cidade.

“Hoje é um dia de festa, mas também de diálogo. Estamos passando por várias categorias, conversando com os trabalhadores e reforçando a importância da união. É um ano importante, e as decisões políticas impactam diretamente nossos direitos”, afirmou.
Ela também demonstrou expectativa em relação à possível mudança na jornada de trabalho no país, avaliando que a medida pode gerar mais empregos e melhorar as condições de saúde dos trabalhadores.
Festa do trabalhador no clube social do Sindborracha reúne público recorde
No Clube Social do Sindicato dos Borracheiros, a comemoração teve grande adesão. O espaço ficou lotado durante todo o dia, reunindo trabalhadores, esposas, maridos e filhos em um ambiente de lazer e integração.
O presidente da entidade, Oberdan Cerqueira, comemorou o sucesso do evento.
“É uma satisfação muito grande ver o clube cheio, com as famílias participando. Isso mostra que estamos no caminho certo, fortalecendo a categoria e promovendo momentos de união”, disse.

Segundo ele, o evento pode ter registrado recorde de público, impulsionado pelo aumento no número de associados e pela participação de novos trabalhadores que ainda não conheciam o espaço.
Apesar do clima festivo, o dirigente também destacou a importância de aproveitar a data para refletir.
“É um dia de alegria, mas também de lembrar que tudo o que foi conquistado veio por meio da luta. O trabalhador precisa estar junto do seu sindicato, porque é essa união que garante avanços”, afirmou.
O secretário de Finanças do sindicato e um dos fundadores da entidade, Genazio Bispo, destacou que o 1º de Maio cumpre um papel duplo: celebrar e conscientizar.
“É um dia político, mas também social. A gente precisa oferecer lazer ao trabalhador e à sua família, mas também refletir sobre o momento que estamos vivendo. Aqui é o espaço de confraternizar, mas também de entender o cenário político, econômico e social”, afirmou.
Ele ressaltou ainda que a principal bandeira da categoria atualmente é o fim da escala 6x1.
“O trabalhador precisa de descanso e de convívio com a família. Não é só trabalho. A nossa luta é para garantir mais dignidade. E esse é o momento de pressionar, acompanhar quem vota contra ou a favor dos trabalhadores e usar o voto como instrumento de mudança”, pontuou.
Genazio também reforçou a importância da mobilização coletiva: “Se a gente não pressionar, nada acontece. O trabalhador precisa estar junto do sindicato, acompanhar as decisões e cobrar seus representantes. Esse é um momento decisivo”, completou.
*com informações de Jorge Biancchi