Luciana Lago destaca que fios funcionam como “marcadores de saúde” e defende check-up capilar como ferramenta de prevenção e diagnóstico integrado
Em entrevista ao programa Jornal do Meio Dia, a tricologista Luciana Lago chamou atenção para uma abordagem pouco comum no cuidado com a saúde: a análise dos fios de cabelo como indicador de desequilíbrios no organismo e possíveis riscos de doenças mais graves, incluindo o câncer.
Segundo a especialista, o cabelo pode armazenar informações do corpo por um período muito maior do que se imagina.
“Na verdade, o fio de cabelo guarda muito mais do que três meses. Ele guarda até três anos e meio a quatro. Através da biorressonância, a gente consegue identificar o nível de toxinas dentro do corpo”, explicou.
Luciana destaca que o fio funciona como uma espécie de “via de mão dupla”, refletindo tanto nutrientes quanto toxinas acumuladas pelo organismo.
“O cabelo armazena nutrientes e também toxinas. Em situações de baixa imunidade, o corpo pode depositar mais toxinas no fio e ao mesmo tempo puxar nutrientes. Ele registra não só questões nutricionais, mas também emocionais”, afirmou.
A tricologista fez um alerta sobre a queda capilar, que, segundo ela, pode estar associada a processos inflamatórios mais profundos no corpo.
“Um câncer pode demorar de 12 a 14 anos para se formar. O corpo vai passando por desequilíbrios emocionais e excesso de toxinas nesse período”, disse.
Ela ressalta que a queda de cabelo, muitas vezes, não é o primeiro sinal, mas sim um dos últimos estágios de um processo mais amplo.
“A queda de cabelo já é um dos últimos estágios do processo inflamatório. Geralmente, quem tem queda tem outros desequilíbrios no organismo, como alterações digestivas, hormonais e imunológicas”, explicou.
Luciana também criticou a visão exclusivamente estética do cuidado capilar e defendeu uma abordagem mais ampla, integrando diferentes áreas da saúde.
“O cabelo é um dos maiores marcadores de saúde. Se você trata só o cabelo, de forma tópica, sem olhar a saúde como um todo, o problema tende a voltar”, alertou.
Ela citou ainda sinais que podem acompanhar a queda, como alterações na pele, peso, oleosidade excessiva, descamação e odores corporais.
“Não é só o cabelo. É um conjunto de sinais que o corpo emite”, destacou.
A especialista defende a realização de um check-up capilar anual, ainda pouco difundido entre a população.
“Hoje isso ainda não é uma prática comum porque o cabelo é visto só como estética. As pessoas só procuram ajuda quando o problema já está avançado”, afirmou.
Para ela, o diagnóstico deve ir além da análise visual dos fios.
“O cabelo sozinho não mapeia o corpo. É preciso olhar a pessoa como um todo”, completou.
Luciana reforçou a importância de procurar profissionais com visão integrativa.
“Busquem profissionais que olhem o cabelo além da estética. É preciso tratar corpo, mente e saúde juntos. Não é só cabelo, é saúde”, concluiu.
A tricologista atende em Feira de Santana e Salvador e utiliza, segundo ela, uma abordagem de avaliação integrada para identificar possíveis causas dos problemas capilares e de saúde.