10/06/2026
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Operação Compliance Zero: decisão cita pagamento de “bônus” e atuação de grupos ligados a intimidação e invasões

Investigação aponta divisão de funções, uso de policiais e acesso ilegal a sistemas internos da corporação

Victória SilvaRedação: Victória Silva
sexta-feira, 15 de maio de 2026 às 08:01
Plano médio do empresário Daniel Vorcaro. Ele está sorrindo, possui cabelos castanhos penteados para trás e barba bem aparada. Veste um paletó escuro sobre uma camisa azul clara aberta no colarinho.
Foto: Divulgação/Banco Master

A decisão do ministro André Mendonça que autorizou a sexta fase da Operação Compliance Zero detalha suspeitas envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo informações divulgadas pelo g1, ele teria realizado pagamentos classificados como “bônus de final de ano” a integrantes de um núcleo investigado por ações ilegais.

De acordo com a investigação da Polícia Federal, o esquema criminoso seria dividido em dois grupos com funções distintas: um apelidado de “A Turma”, responsável por ameaças, coerção e obtenção de informações sigilosas; e outro chamado “Os Meninos”, voltado para ataques cibernéticos, invasão de sistemas e monitoramento ilegal de alvos.

Ainda conforme a apuração, o policial aposentado Marilson Roseno da Silva seria o responsável por movimentar recursos financeiros e realizar pagamentos a integrantes da organização. A investigação também cita a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva e seu marido, suspeitos de acessar e repassar dados internos sigilosos da corporação.

Outro nome mencionado é o de Manoel Mendes Rodrigues, apontado como empresário do jogo do bicho e suposto líder de um braço do grupo no Rio de Janeiro.

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