Com investimento de até R$ 190 milhões, Hospital Municipal Gislene Pimentel terá 110 leitos, incluindo UTI e saúde mental
A Prefeitura de Feira de Santana assinou nesta segunda-feira (17) o contrato para a construção do novo Hospital Municipal, que será instalado no bairro São João. O equipamento receberá o nome de Hospital Municipal Gislene Pimentel, em homenagem a doadora do terreno onde a unidade será construída.
O contrato prevê investimento de R$ 130 milhões para a construção da unidade, além de R$ 40 milhões destinados à aquisição de equipamentos, o hospital terá 110 leitos, sendo 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 20 destinados à saúde mental. A unidade também contará com leitos clínicos e cirúrgicos, além de serviços de diagnóstico por imagem.
Durante o ato de assinatura, o prefeito José Ronaldo destacou que a implantação do equipamento foi planejada ao longo de aproximadamente um ano e dois meses e classificou o projeto como um dos mais importantes investimentos da saúde pública municipal.

“É algo que só nos resta agradecer a todos que trabalharam para que esse momento acontecesse. Tenho certeza de que, em breve, estaremos aqui participando de uma linda solenidade de inauguração desse hospital, que será muito importante para a cidade de Feira de Santana”, afirmou.
Segundo o prefeito, o hospital terá perfil geral e oferecerá atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sem cobrança aos pacientes. A estrutura deverá contemplar tratamentos clínicos, cirúrgicos e ortopédicos, ampliando a capacidade da rede municipal.
José Ronaldo também explicou a escolha do nome Gislene Pimentel. Segundo ele, a homenagem é uma forma de reconhecer a contribuição da família para a implantação do equipamento.
“Essa senhora prestou muitos serviços à sociedade de Feira de Santana, trabalhos sociais. Essa área de terra foi a família dela que nos doou, que nos deu esse documento devidamente registrado para que a gente pudesse fazer algo nesse espaço”, explicou.

O prefeito acrescentou que a homenagem também representa um reconhecimento ao trabalho social realizado por Gislene Pimentel junto à população mais carente.
“É uma questão de justiça a ela, que teve tantos serviços prestados aos mais humildes de Feira de Santana. É uma forma de prestar essa homenagem colocando seu nome aqui nesse hospital”, declarou.
O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, afirmou que a gestão já iniciou os trabalhos que podem ser realizados antes da conclusão das aprovações regulatórias. A limpeza e a demolição da área já começaram.

“A gestão tem pressa, agora, com segurança e com responsabilidade. Quando houver as aprovações, nós teremos a capacidade de já iniciar, tendo avançado o que poderia ser avançado independentemente dos projetos”, explicou.
Rodrigo detalhou que, além dos 10 leitos de UTI e dos 20 de saúde mental, o hospital terá 40 leitos de retaguarda clínica, destinados a pacientes que aguardam transferência de unidades de pronto atendimento.
A unidade também terá centro cirúrgico para procedimentos gerais e ortopédicos, além de serviços de bioimagem, como ressonância magnética, tomografia, ecocardiograma e ultrassonografia. Parte desses exames deverá atender também pacientes encaminhados pela regulação municipal.
Para o secretário, o impacto do projeto vai além da estrutura física.
“A gente sabe que não é a parede, não é a rede de gases. É o impacto na vida das pessoas. Quando a gente aponta soluções concretas como esta, que é a construção de um hospital municipal, a gente fica feliz, fica emocionado de trabalhar e contribuir efetivamente para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, afirmou.
O secretário de Planejamento, Carlos Britto, explicou que a participação inicial do município envolve a preparação e entrega do terreno para a execução da obra. Segundo ele, o projeto foi estruturado por meio de uma parceria público-privada.

“A prefeitura está executando a sua parte, que é a limpeza do terreno com suas máquinas e todos os seus equipamentos”, disse.
De acordo com Britto, a empresa responsável pela estrutura deverá cuidar de equipamentos, manutenção e operação administrativa do hospital, enquanto o município ficará responsável pela prestação dos serviços médicos.
O secretário de Desenvolvimento Urbano, Braga Netto, informou que a SEDUR terá entre suas atribuições a análise dos projetos apresentados pela construtora e a liberação do alvará de construção, além das etapas posteriores relacionadas ao habite-se e funcionamento da unidade.

Ele explicou ainda que a localização do hospital passou por análise urbanística, incluindo questões relacionadas ao trânsito e ao impacto de vizinhança.
Segundo Braga Netto, estudos posteriores deverão apontar eventuais intervenções necessárias no sistema viário da região.
O secretário avaliou que a instalação do hospital no bairro São João deverá trazer benefícios para a população, especialmente por ampliar o acesso a serviços de saúde em uma área central da cidade.
“As pessoas não terão que se deslocar ao Hospital Clériston Andrade, que é mais distante. Serão atendidas aqui, que está bem localizado, bem no centro da cidade”, afirmou.
Representando a Metro Engenharia, empresa responsável pela construção, Mauro Prates informou que o cronograma prevê quatro meses para elaboração dos projetos e 22 meses para a construção do prédio.

Segundo ele, a execução será realizada em conjunto com uma operadora hospitalar, responsável pela gestão do empreendimento após a conclusão.
“É um novo desafio construir esse hospital. São quatro meses de projeto e 22 de construção do prédio para operar. É um desafio”, afirmou.
