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Queda da Selic deve impulsionar mercado imobiliário e ampliar acesso ao crédito, avalia especialista

Redução dos juros básicos tende a baratear financiamentos, estimular investimentos e ampliar o acesso à casa própria no Brasil

Redação:
quarta-feira, 18 de março de 2026 às 10:47
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A expectativa de início do ciclo de queda da taxa básica de juros, a Selic, movimenta o mercado imobiliário e reacende o otimismo entre investidores, construtoras e consumidores. O especialista imobiliário Humberto Mascarenhas, da Nobel Imóveis, em Feira de Santana, explicou os impactos da redução dos juros para o setor e destacou que o movimento tende a favorecer principalmente famílias de renda média.

O especialista ressaltou a importância do tema para a economia como um todo.

“Hoje é um dia muito esperado não só pelo mercado imobiliário, mas por vários setores. A Selic alta tem a função de controlar a inflação, mas também traz impactos delicados para empresas e negócios”, afirmou.

Criada em 1979 pelo Banco Central, a taxa Selic funciona como referência para os juros praticados no país. Segundo Mascarenhas, o índice é definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que se reúne periodicamente.

“A principal função é equilibrar a inflação. E agora, após um período de juros elevados, o mercado aguarda o início dos cortes”, explicou.

Um dos principais reflexos da queda da Selic ocorre no financiamento imobiliário. De acordo com o especialista, a redução dos juros pode diminuir significativamente o custo final de um imóvel financiado.

“Hoje, a média de financiamento gira entre 12% e 14% ao ano. Em um imóvel de R$ 200 mil, o comprador pode pagar cerca de R$ 550 mil ao final. Se a taxa cair 1%, esse valor pode reduzir para aproximadamente R$ 480 mil”, destacou.

Apesar disso, ele alerta que o efeito não é imediato. “A Selic serve como balizador. Não significa que, se cair hoje, os bancos vão reduzir na mesma proporção amanhã. Esse movimento acontece de forma gradual”, pontuou.

Humberto explicou que o comportamento do investidor muda conforme o cenário de juros.

“Para quem tem capital próprio, a Selic alta é interessante, porque reduz a concorrência e aumenta o poder de barganha na compra”, disse.

Por outro lado, com a perspectiva de queda, o mercado tende a se aquecer. “O investidor sabe que, com juros menores, o setor se fortalece e os preços tendem a subir. Por isso, ainda é um momento estratégico para investir”, completou.

A taxa elevada também impacta diretamente a atuação das construtoras. Segundo o especialista, quando os juros estão altos, o número de lançamentos diminui.

“As construtoras reduzem a oferta porque sabem que o volume de vendas cai. Hoje, o estoque de imóveis no Brasil é baixo, com duração média de sete meses, o que é considerado positivo”, explicou.

Ele destacou ainda que o setor vem operando de forma mais equilibrada após crises anteriores. “A demanda é grande e o estoque é pequeno, o que torna o próximo ciclo imobiliário bastante promissor”, avaliou.

A queda da Selic também deve estimular a procura por imóveis, mas de forma progressiva.

“A redução dos juros acontece gradualmente e o retorno do consumidor também. Esse primeiro corte deve ser pequeno, entre 0,25% e 0,5%, então o impacto inicial ainda é limitado”, disse.

Para quem deseja comprar o primeiro imóvel, o cenário é favorável.

“A queda da Selic beneficia principalmente as famílias de média renda, que dependem de financiamento. Com juros menores, mais pessoas voltam a ter acesso ao crédito”, afirmou.

Já no mercado de locação, a tendência também é de crescimento da oferta.

“Hoje há poucos imóveis disponíveis para aluguel. Com a redução dos juros, investidores que dependem de financiamento voltarão ao mercado, aumentando essa oferta”, explicou.

Humberto reforçou que o crédito é essencial para o setor.

“O financiamento imobiliário é a mola propulsora do mercado. Sem crédito, o setor fica restrito. Com a queda da Selic, quem busca alavancar patrimônio será diretamente beneficiado”, concluiu.

O especialista orientou os interessados a buscar informações e planejamento antes de investir. “É um momento estratégico, mas é fundamental entender o cenário e tomar decisões conscientes”, recomendou.

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