08/10/2026
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Radiovaldo Costa atribui não eleição à força da federação e avalia crescimento da votação

Suplente de deputado estadual, Radiovaldo Costa recebeu 46.597 votos na Bahia e destacou aumento da votação em relação a 2022

Victória SilvaRedação: Victória Silva
quinta-feira, 08 de outubro de 2026 às 10:11
Imagem de Radiovaldo Costa atribui não eleição à força da federação e avalia crescimento da votação

O candidato a deputado estadual Radiovaldo Costa avaliou o resultado das eleições e destacou o crescimento de sua votação em relação ao pleito de 2022. Ele recebeu 46.597 votos em toda a Bahia e terminou a disputa como suplente. Em Feira de Santana, foram 651 votos em 2022, número que, segundo ele, se aproximou de 700 nesta eleição.

Radiovaldo explicou que, apesar do crescimento individual, o desempenho não foi suficiente para garantir uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia, principalmente em razão do aumento da votação da federação formada por PT, PV e PCdoB.

“A gente conseguiu essa votação, que representou um crescimento em relação a 2022 de aproximadamente 1.600 votos, mas não foi suficiente, entre outras coisas, porque houve um crescimento muito forte da nossa chapa da federação.”

Segundo Radiovaldo, a federação ampliou sua representação na Assembleia, passando de 17 para 20 deputados eleitos. O PT elegeu 14 parlamentares, enquanto PV e PCdoB elegeram três cada.

“Houve um crescimento muito dessa chapa e, consequentemente, o nosso crescimento de votação de uma eleição para outra infelizmente não foi suficiente para acompanhar esse crescimento.”

O político afirmou, no entanto, que considera positivo o resultado obtido nas urnas. Ele destacou especialmente o desempenho em Salvador, onde recebeu cerca de 13 mil votos.

“Eu me sinto muito satisfeito. Fizemos um bom trabalho. Crescemos em outras regiões do estado da Bahia. Crescemos de forma mais significativa em Salvador, onde eu tive a maior votação, com cerca de 13 mil votos.”

Radiovaldo também afirmou que o resultado serve como aprendizado para futuras disputas eleitorais.

“Faz parte do processo democrático. A gente aceita naturalmente o resultado das urnas e fica também o aprendizado para a gente corrigir ações, buscar também naturalmente adequações políticas.”

Ausência de deputado federal eleito por Feira

Durante a entrevista, Radiovaldo também comentou o fato de Feira de Santana não ter elegido diretamente nenhum deputado federal para a próxima legislatura. Zé Neto foi o candidato mais votado no município, com 59.127 votos, mas ficou na suplência.

Radiovaldo citou ainda o desempenho de Deyvid Bacelar, que obteve quase 10 mil votos em Feira e cerca de 55 mil em toda a Bahia, em sua primeira disputa para deputado federal.

“Para nós do PT foi uma surpresa o resultado em relação a Zé Neto. Zé Neto tinha dentro do PT uma consistência e um conhecimento interno de que seria provavelmente um dos eleitos.”

Na avaliação dele, a força da chapa petista para a Câmara Federal contribuiu para o resultado, já que candidatos com votação expressiva também não conseguiram se eleger.

“A chapa do PT para federal foi muito forte. Tanto é que dois deputados de mandato não conseguiram se eleger. O Zé foi um deles e o outro foi justamente o candidato lá de Vitória da Conquista, Valdenor, que também não conseguiu a eleição.”

Radiovaldo reconheceu que a ausência de um representante eleito diretamente por Feira de Santana no Congresso representa uma dificuldade política para o município, mas afirmou que a cidade continuará tendo condições de buscar investimentos junto aos governos estadual e federal.

“Feira é uma cidade importantíssima para a Bahia e, naturalmente, ficar sem uma representação política no Parlamento Federal não deixa de ser ruim.”

Ao mesmo tempo, ele avaliou que lideranças políticas com votação expressiva no município poderão atuar na articulação por recursos.

“Feira não deixará de ter recursos, seja do governo do estado ou do governo federal, já que ela tem essa importância.”

Radiovaldo aponta crescimento da direita no Congresso e fala em segundo turno

Radiovaldo também analisou a nova composição do Congresso Nacional e destacou o aumento da presença de partidos de direita. Segundo ele, o cenário exige uma avaliação sobre as mudanças no comportamento do eleitorado brasileiro.

“Indiscutivelmente houve um crescimento da chamada direita ou extrema direita no país. Os números apontam nessa direção.”

Para Radiovaldo, a esquerda precisa compreender as mudanças no eleitorado, especialmente entre os mais jovens.

“Eu acho que a gente precisa fazer uma discussão política sobre isso, mas eu espero, claro, que no segundo turno a gente possa reverter essa tendência.”

O político afirmou que, após a definição das eleições na Bahia no primeiro turno, com a reeleição de Jerônimo Rodrigues e a eleição de Rui Costa e Jaques Wagner para o Senado, essas lideranças poderão concentrar esforços na disputa presidencial.

“Agora que a gente resolveu a eleição da Bahia no primeiro turno, o governador Jerônimo, o senador eleito Rui Costa, o senador eleito Jaques Wagner poderão se dedicar com mais intensidade à campanha nacional.”

Radiovaldo agradeceu os votos recebidos em Feira de Santana e destacando a atuação de Deyvid Bacelar.

“Quero agradecer a votação que eu obtive de quase 700 na cidade, mandar um abraço para o meu companheiro Deyvid Bacelar, parabenizar ele pelo excelente resultado e vamos agora continuar nossa luta.”

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