Pré-candidato do Partido Missão afirma que conflito agrário no sul da Bahia exige ação firme do Estado, critica ONGs e defende revisão das demarcações de terras.
O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Missão, Renan Santos, apresentou propostas para o enfrentamento dos conflitos fundiários no Brasil, em resposta a uma pergunta enviada por uma ouvinte do sul da Bahia durante entrevista ao programa Jornal do Meio Dia da Rádio Princesa FM.
A questão citava a tensão entre comunidades indígenas e produtores rurais na região, além de casos de violência relacionados à disputa por terras.
Renan defendeu uma abordagem baseada em “lei e ordem” como ponto central para a resolução do problema.
O pré-candidato afirmou que o sistema de demarcação de terras contribui para a insegurança jurídica no campo e defendeu mudanças na política atual.
“Fim dessas demarcações de terras absurdas que geram insegurança na questão fundiária. Isso é obrigatório.”
Segundo ele, o modelo vigente amplia conflitos entre diferentes grupos no campo e prejudica a atividade agrícola.
Renan Santos também criticou a atuação de organizações não governamentais em áreas de conflito agrário, afirmando que elas interferem na produção agrícola e em projetos de infraestrutura.
“Expulsar do Brasil todas as ONGs que ficam instrumentalizando minorias para gerar conflito interno e destruir a agricultura brasileira.”
Ele citou o sul da Bahia como exemplo de região afetada por disputas fundiárias.
“O sul da Bahia sofre com isso. A agricultura é constantemente impactada por esse tipo de atuação.”
O pré-candidato também mencionou projetos logísticos e criticou o que chamou de entraves ao desenvolvimento econômico.
“Estão tentando parar a Ferrogrão, uma ferrovia necessária para escoar a produção brasileira. Isso é um ataque à soberania.”
Renan afirmou que o governo federal deve assumir uma postura mais firme na proteção da propriedade privada e no controle de conflitos rurais.
“O governo federal tem que liderar a defesa da propriedade privada e permitir que o agricultor trabalhe.”
Ele defendeu medidas rígidas contra invasores de terra.
“Todos têm que ser retirados. Lei e ordem. Tem que ser presos.”
O pré-candidato afirmou que sua proposta busca reduzir conflitos agrários e garantir segurança jurídica no campo.
“O governo vai impor lei e ordem para cima deles.”