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Sindicato dos trabalhadores rurais alerta para desafios no campo e cobra atenção a comunidades rurais na Câmara de Feira

Presidente sindical destaca estiagem, dificuldades no transporte rural e necessidade de políticas públicas para agricultura familiar

Victória SilvaRedação: Victória Silva
quarta-feira, 20 de maio de 2026 às 06:27
Imagem de Sindicato dos trabalhadores rurais alerta para desafios no campo e cobra atenção a comunidades rurais na Câmara de Feira
Foto: Ednalva Valença

A sessão solene realizada na Câmara Municipal de Feira de Santana em homenagem ao Dia da Trabalhadora e do Trabalhador Rural também foi marcada por falas de lideranças do campo que trouxeram demandas e preocupações da zona rural do município.

A presidente do sindicato dos trabalhadores rurais de Feira de Santana, Adriana Lima, destacou que o momento foi de celebração, mas também de cobrança e apresentação de pautas urgentes ao poder público.

“Hoje é um dia de comemoração, mas também de trazer para pauta os momentos difíceis que estamos enfrentando. Aproveitamos a presença do governador para apresentar nossas angústias, principalmente sobre a agricultura nesse momento”, afirmou.

Adriana chamou atenção para os impactos da estiagem em distritos rurais de Feira de Santana, que já afetam o calendário agrícola.

“Estamos vivendo um fenômeno, o El Niño, e a chuva não chegou ao nosso município. Isso acende a fé e a esperança de que o inverno venha, mas também traz muita preocupação para a agricultura familiar”, disse.

Segundo ela, a falta de chuvas pode comprometer diretamente a produção de alimentos.

“A agricultura familiar é quem leva o alimento para a mesa de todos. Se a chuva não chegar no momento correto, a situação se torna ainda mais preocupante”, alertou.

Outro ponto destacado pela sindicalista foi a falta de transporte público em comunidades da zona rural, o que, segundo ela, afeta diretamente a vida dos trabalhadores.

“Tem muitas comunidades rurais que não têm transporte público. Quem sofre é o cidadão, o trabalhador. E isso fere o direito de ir e vir garantido na Constituição”, afirmou.

Adriana reforçou que a ausência desse serviço gera dificuldades no acesso a serviços básicos e prejudica o cotidiano das famílias do campo.

*Com informações de Ednalva Valença

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