17/06/2026
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STF cobra explicações da defesa de Bolsonaro após apreensão de arma em Brasília

Ministro do Supremo dá 24 horas para esclarecimentos sobre armamento encontrado com militar da equipe de segurança do ex-presidente durante abordagem da PMDF

Redação: De olho na cidade
terça-feira, 16 de junho de 2026 às 12:22
Imagem de STF cobra explicações da defesa de Bolsonaro após apreensão de arma em Brasília
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou nesta terça-feira (16) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifeste, em até 24 horas, sobre a apreensão de uma arma de fogo ligada ao seu entorno durante uma ação da Polícia Militar do Distrito Federal.

A medida foi tomada após uma abordagem realizada na noite de segunda-feira (15), no Pistão Norte, em Brasília, quando um veículo conduzido por um militar da equipe de segurança do ex-presidente foi parado em um ponto de bloqueio. Durante a fiscalização, policiais encontraram um segundo armamento dentro do automóvel.

Segundo o registro da ocorrência, o agente afirmou que transportava a arma para manutenção e que o equipamento teria destino à residência de Bolsonaro. Ele também disse não possuir a documentação do armamento no momento da abordagem.

Na decisão, Moraes exige que a defesa explique por que o ex-presidente mantinha uma arma de fogo em sua residência, com carregador extra, mesmo em prisão domiciliar, além de esclarecer o motivo do envio do armamento para reparo às vésperas do fim do período inicial da medida.

O despacho também solicita informações ao comando do Polícia Militar do Distrito Federal sobre a fiscalização dos veículos que deixam a residência do ex-presidente, incluindo procedimentos de revista e controle dos agentes de segurança.

O ministro ainda requisitou dados sobre o armazenamento dos celulares utilizados pela equipe responsável pela vigilância da prisão domiciliar.

Em nota, a PMDF informou que o militar portava uma arma institucional regular, mas que foi encontrado outro armamento sem documentação no veículo, o que levou à condução do agente à delegacia.

O Gabinete de Segurança Institucional afirmou que não é responsável direto pela segurança de ex-presidentes, explicando que os profissionais são escolhidos pelos próprios ex-chefes do Executivo e atuam sem subordinação operacional ao órgão.

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